O ex-governador Geraldo Alckmin é o candidato do partido às eleições para a prefeitura de São Paulo. Uma prévia feita por alckmistas e a organização da convenção garantem a vitória do candidato. De um total de 1.344 convencionais, 1.164 compareceram. Ao todo, 1.037 defenderam a escolha do ex-governador como nome oficial do partido na corrida eleitoral pela prefeitura de São Paulo. Houve 94 votos contrários a Alckmin, 20 nulos e 13 brancos.
Alckmin chegou à convenção acompanhado apenas pela mulher, Maria Lúcia. Os mais otimistas membros do partido esperavam que o governador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estivessem ao lado de Alckmin em sua chegada.
Sobre o racha do partido em relação a sua candidatura, Alckmin respondeu ser "natural que dentro de um partido grande como é o PSDB exista divergência de pensamentos. O tempo da divergência acabou. Agora todos estarão unidos em minha campanha".
O candidato ainda tentou diminuir a importância da ausência do governador: "Não tenho nenhuma divergência com José Serra. Eu sempre o apoiei e sei que ele me apoiará agora. Nossa divergência é apenas de fuso horário", alegou.
Partido rachado
Quando decidiu sair candidato a prefeito, em meados do ano passado, Alckmin revelou mais uma disputa interna no partido, que se dividiu entre a sua candidatura e o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab.
Os favoráveis a Alckmin, liderados pelos deputados federais Silvio Torres e Edson Aparecido, de um lado, e os que estão ao lado de José Serra — que queria o apoio ao atual prefeito —, liderados pelo vereador Gilberto Natalini e o secretário de Esportes, Walter Feldman, de outro lado, protagonizaram uma divisão que muitos vaticinam como de graves conseqüências nas eleições de 2010 para governador e presidente.
Uma denúncia de aliciamento de delegados do partido ajudou ainda mais a contribuir com a péssima relação entre as duas facções.
Segundo Pedro Vicente, que apóia Alckmin e é presidente do diretório do PSDB no Jardim São Luís, na zona Sul de São Paulo, disse que recebera uma proposta de R$ 100 mil "da parte de vereadores do PSDB" para assinar a lista em favor da chapa encabeçada pelo atual prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Diante da denúncia, o governador José Serra determinou que seu grupo renunciase à disputa, deixando livre caminho para os defensores da candidatura própria. Natalini apontou que houve pressão "nacional, de lideranças estaduais de vários locais e da bancada" para a decisão.
O secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, disse, na manhã deste domingo, que será impossível os secretários tucanos, que fazem parte do governo Kassab, caminhar junto a Alckmin nestas eleições.
Vermelho.org

2 comentários:
O fator determinante para a derrubda da capa Kassabita foi a meu ver, a força da militância tucana que não está lotada em cargos públicos. Vejam só, na Secretaria Estadual do Trabalho,a SERT, todos os dirigentes são kassabistas e despejaram todas atividades em prol da vontade do Serra em eleger seu afilhado. Enfim ,na esfera municipal, nem precisa de relatar...Mas, o que foi desprezado pelo time serristas, é a tamanha garra da militância não paga, guerreira e liderada pelo deputado Slvio Torres. Deu no que deu. Geralo Alckim, é de novo nome forte para qualquer disputa.
Eleições Limpas - Pelo voto livre e consciente.
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