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23/11/08

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20/11/08

ESCONDAM AS CRIANÇAS - ELES PODEM ESTAR BEM PERTO DE VOCÊ!


::: DEZ PERGUNTAS PARA COMUNISTAS DE CARTEIRINHA :::

Você que mora em São Paulo e assina a “Veja”: cuidado! “Eles” estarão por toda a parte na próxima semana! Entre os dias 21 e 23 de novembro, comunistas de mais de 70 países se reunirão na capital paulista para o Décimo Encontro Mundial de Partidos Comunistas e Operários.

Não se sabe se o prefeito Kassab vai levá-los para desvendar os encantos da Daslu. Talvez, prefiram caminhar, em hordas, pela Avenida Paulista. Se você desconfiar da atitude de algum deles, caro leitor da “Veja”, peça logo a identificação: são todos comunistas de carteirinha!

Não deixa de ser saboroso acompanhar um encontro como esse, ainda mais em São Paulo, menos de 20 anos depois de os liberais terem decretado o fim da história e a vitória definitiva do Capitalismo.

Nas últimas décadas, a reação ao avanço neo-liberal se deu de forma descentralizada: em eventos como o Fórum Social Mundial, ou em manifestações anti-globalização nas ruas de Seattle e nas selvas de Chiapas. A alternativa político-partidária parecia estar descartada. O embate deveria ser difuso, sem estruturas piramidais a comandar a mudança, sem vanguardas, sem disputa pelo poder.

Aos poucos, mesmo dentro do Fórum Social Mundial, uma corrente de militantes passou a se perguntar se esse embate difuso seria suficiente para pôr em cheque o Capitalismo...

Foi na América Latina que a roda começou a girar de novo: movimentos sociais na Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina e (de uma forma diferenciada) também no Brasil e no Chile geraram alternativas políticas que resultaram na tomada do poder central por forças que se opunham às elites liberais.

Hoje, dá-se na America Latina o embate pelo aparato de Estado. É o que vemos nas barreiras de estrada e nos discursos racistas da elite boliviana, nas tentativas de golpe na Venezuela, nos embates para domar a Constituição equatoriana e, de forma mais velada, na cruzada da imprensa anti-lulista no Brasil.

É verdade que os setores que hoje ocupam o centro do poder nesses países citados não se reivindicam como comunistas, nem tampouco usam a velha estratégia da vanguarda leninista. Mas o embate na America Latina mostra a inevitabilidade da disputa pelo poder. A questão não é disputar ou não o poder, mas como disputar e com qual programa?

Em poucas palavras: a esquerda latino-americana trouxe a Política de volta ao centro do tabuleiro. Não é por outro motivo que os Partidos Comunistas de todo o mundo escolheram nosso Continente para o encontro que ocorre semana que vem.

A chamada grande imprensa, podem escrever aí, vai ignorar o evento; ou, então, vai cobrir a reunião com aquele ar de desdém com que costuma se referir à esquerda: “ah, aqueles dinossauros, comunas ultrapassados”... Vai tirar um sarro, vai desqualificar, vai tratar a reunião como se estivesse diante de uma turma de veteranos da Revolução de 32. Penso, especialmente, na forma como aquela revista - editada às margens fétidas do rio Pinheiros, em São Paulo – costuma se debruçar sobre esses temas...

O evento, certamente, merece uma cobertura crítica. Mas séria. Não tenho pretensão de esgotar o assunto, mas levanto algumas questões que gostaria de ver respondidas pelo heterogêneo grupo de comunistas que se reunirá em São Paulo:

1- A crise do Capitalismo traz de volta o debate sobre o Socialismo como alternativa histórica?

2- Marx ajuda a entender o que se passa hoje no centro do Capitalismo?

3- O encontro de São Paulo pode significar uma articulação mundial do movimento comunista, que se enfraqueceu desde a década de 80, com a crise do Bloco Socialista?

4- Por que os partidos comunistas enfrentam crises tão sérias na Europa, sem conseguir atrair eleitorado jovem, e em muitos casos com dificuldade para manter a imprensa partidária?

5- A América Latina, com Chavez e o “socialismo bolivariano”, seria a região do Mundo onde o debate sobre Socialismo mais avançou nos últimos anos? Vale lembrar que, mesmo aqui, os comunistas não detêm a hegemonia dos processos sociais... No caso venezuelano, por exemplo, o PC apóia Chavez mas não quis se dissolver no PSUV (o partido oficial do chavismo).

6- Os comunistas seguem acreditando no leninismo como estratégia de tomada do poder? Ou a fase do vanguardismo acabou?

7- O que a tragédia do Socialismo Real no século XX (com ditaduras, execuções e perseguições) ensinou aos comunistas? Ou não ensinou nada? Stalin cometeu só alguns “equívocos”, desviando o Socialismo de seu caminho virtuoso? Ou o erro começou lá atrás, com a concepção vanguardista de Lênin?

8- É possível adotar uma estratégia mundial de combate ao Capitalismo?

9- A Democracia é uma categoria “burguesa” ou é um valor universal, um patrimônio da Humanidade, transformando-se inclusive (e principalmente) numa ferramenta dos menos favorecidos?

10- A classe operária segue como “portadora” da Revolução? Aliás, alguém ainda pensa em “uma” Revolução? Ou a idéia é a disputa permanente por hegemonia, disputa de valores, disputa política, feita a cada dia?

Algumas dessas perguntas podem parecer “fora de moda”. Mas é bom lembrar que o Capitalismo e o Mercado também estão ligeiramente “fora de moda”.

Por isso, que venham os comunistas! De carteirinha! Precisamos, ao menos, escutá-los com atenção.

Por Escrivinhador no País de Todos.

15/11/08

Quem disse?...

Ciro Gomes concedeu uma entrevista a Paulo Henrique Amorim, nesta quinta-feira, dia 13, por telefone.

Em São Paulo e em Natal, com Marta Suplicy e Fatima Bezerra, o “toque de Midas” não funcionou.

Ciro lembra que há cinco candidatos: Heloísa Helena, que teve expressiva votação na eleição anterior; Aécio Neves, ele, Ciro; Dilma e Serra.

Vai depender da extensão da crise econômica. Ciro Gomes acredita que o Banco Central aumenta o tamanho da crise brasileira. Ele não entende por que o Banco Central, de um lado, afrouxa o compulsório (para irrigar a demanda) e de outro segura os juros (para conter a demanda).

Além disso, segundo Ciro Gomes, o Banco Central não tira os bancos de cima da “poça”: em lugar de emprestar, os bancos preferem comprar títulos do Tesouro.

“O Banco Central esfria a economia”, diz Ciro, numa hora em que a economia brasileira – por obra do presidente Lula – estaria mais preparada para vencer uma crise, que, no passado, o governo Fernando Henrique não soube enfrentar.

Do lado dos tucanos, Ciro Gomes lembra que José Serra pode vir a ser impedido de usar os métodos notórios, truculentos, que ele sua contra os adversários, contra Aécio Neves.

Que métodos?, perguntou Paulo Henrique.

“Pergunte a Roseana Sarney e a Geraldo Alckmin”, ele disse.

E contou que, por causa de uma polêmica natural de um debate político, José Serra, a pretexto de uma indenização e com a colaboração inexplicável de uma parte da Justiça paulista, tenta bloquear a “conta salário”, a conta pessoal de Ciro Gomes.

“A conta com que pago as minhas contas, as despesas da minha família e de meus filhos”, diz Gomes.

Num debate na Folha, Ciro Gomes uma vez disse que Serra é capaz de tudo, inclusive de passar por cima da mãe.)

Ciro Gomes lembra que Serra dispõe de uma alternativa, que não é desprezível: re-eleger-se em São Paulo.

Aécio não tem essa chance.

Ciro Gomes enfatiza: SE, SE Aécio se dispuser a enfrentar Serra, e atender a um sentimento de Minas Gerais, que é voltar a ter destaque na política brasileira, aí, então, Aécio terá uma boa chance de eleger-se Presidente, já que a imagem pública dele não é a de um adversário do Presidente Lula.

E SE Aécio enfrentar Serra dentro do PSDB, Serra terá mais dificuldades de recorrer os métodos truculentos usuais que usa em política – acha Gomes.

Ciro Gomes também acha que “a companhia de certo PMDB erode qualquer persona política”, que pretenda ser Presidente.


Por Briguilino via Rede Blogo

11/11/08

Volta ao Passado - O bonde do Serra


O grupo de políticos do PMDB dispostos a embarcar na candidatura do tucano José Serra à Presidência da República, em 2010, cresce rapidamente.

Na semana passada, Orestes Quércia, presidente da legenda em São Paulo, declarou seu apoio. Nos próximos dias, Jarbas Vasconcelos, senador por Pernambuco, passará a trabalhar abertamente por Serra.

Ele acredita que é possível convencer 40% do PMDB a fazer o mesmo.

Embora mais discretos, Luiz Henrique, governador de Santa Catarina, e Mão Santa, senador pelo Piauí, já estão dentro desse bonde.

Por Fábio Portela via Rede Blogo.

05/11/08

EUA - Direita foi fragorosamente derrotada


A vitória do senador Barack Obama na eleição presidencial nos Estados Unidos é uma derrota política e ideológica para os republicanos, para o presidente George W.Bush e para a direita americana.

É uma derrota moral de sua visão sobre o mundo e de suas posições internas no país quanto à questões vitais para o futuro da humanidade como direitos humanos, meio ambiente, hegemonismo e unilateralismo, além de suas políticas sociais.

Não é pouca coisa. Mas, agora, vai depender dos democratas e de Obama provarem se estarão à altura do que a nação espera e investiu neles e se, no governo, cumprirão o que ele prometia em seus discursos e escritos.

Só eles poderão provar se farão justiça aos milhões de negros, hispânicos, trabalhadores e pobres que, num gesto histórico de reafirmação de seus direitos e de resgate de sua dignidade, votaram com audácia e esperança e elegeram como próximo presidente o primeiro negro a ir morar na Casa Branca na história dos Estados Unidos.

- Mais uma no rico folclore da eleicão americana -

Na tarde de ontem, um telefonema da campanha do candidato do Partido Republicano, senador John McCain (Arizona), pedia votos na Flórida com uma fala (frases) que comparava o senador Barack Obama (Partido Democrata-Illinois) ao ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.

No telefonema diziam que Obama tinha o apoio dos presidente da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega. Realmente, uma apelação sem limites, da qual McCain podia bem ter passado sem...um mico e tanto!

- Eleito nos EUA reúne condições de cumprir promessas -

Candidato do Partido Democrata, o senador Barack Obama, do Illinois, venceu e bem a eleição em seu país, e terá condições, legitimidade e maioria no Congresso para governar e fazer as mudanças, começando pelo fim da guerra do Iraque, pela saúde e pela questão energética.

Mas seu maior problema é mesmo a crise financeira e a recessão que assombram os Estados Unidos, com suas conseqüências imediatas - o desemprego e a falta de crédito. Se ele conseguir, como prometeu na campanha, resolver o problema dos mutuários da casa própria e retomar o crescimento, sem aumentar os impostos para os que ganham menos e sim para os de alta renda, será uma mudança e tanto.

Mas o que deve mudar de fato é o foco principal, hoje, na vida do país. Sai o terrorismo, e entram a economia e a sociedade americana, a necessidade de cuidar dos trabalhadores, ao contrário dos oito anos do presidente George W.Bush, quando predominaram os interesses do capital financeiro e dos bancos.

Isso não significa que os bancos e as corporações deixarão de comandar o país e a economia, mas sim que terão o Estado não só como garantidor em última instância para evitar sua falência, mas como regulador dos ganhos fantásticos que acumularam e perderam.

- O eleito fez promessas generosas -

Será preciso recompor o orçamento do país, reduzir seus déficits comercial e fiscal, incentivar o crescimento e cuidar do social. Obama tem pela frente administrar o meio ambiente, imigração, segurança, crise energética, saúde e previdência, habitação...uma agenda e tanto.

Suas promessas são generosas: sair do Iraque, superar a dependência energética do país em dez anos, reequilibrar o orçamento, equacionar essa questão da saúde e da previdência, e reformar o governo reduzindo o déficit para cuidar do trabalhador americano.

Obama chega a presidência impulsionado e apoiado por um forte movimento popular, que mobilizou a juventude, a intelectualidade e grande parte dos trabalhadores. Agora ele terá que se haver com o poder político e econômico.

Chegou a sua hora da verdade. Nessa, ele terá que se definir para cumprir seu mandato entre dois antecessores democratas, os presidentes Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) ou Jimmy Carter (1975-1978). Optar entre a reforma e a acomodação, entre o risco e a segurança, entre a República e o Império.

- O presidente Barack Obama e nós -

Barack Obama presidente dos Estados Unidos, no front externo - o que nos interessa - parece que não terá solução a curto prazo as questões de imigração, Cuba, e rodada de Doha, entre outras.

O Partido Democrata, agora com maioria na Câmara e no Senado, sugere protecionismo e poucas mudanças na política de migração. São, ambas, agendas a serem tratadas sob a ótica da proteção do emprego do norte-americano. A América Latina não foi prioridade na campanha e no discurso de Obama.

Muito menos nos programas. Assim, com a crise e o desemprego lá, devemos esperar mesmo menos exportações para o mercado americano, menos remessas dos imigrantes, menos empregos e menos proteção social, além de nenhuma perspectiva de avanços em questões vitais. Quer dizer, no horizonte, nenhuma prioridade para a nossa região.

Esse quadro todo, sinaliza, portanto, que chegou o momento de cuidarmos de nós mesmos, como já aconteceu nas crises recentes entre a Colômbia que agrediu o Equador, e na quase guerra civil boliviana, mediada pelos países sul-americanos e pelo próprio presidente da Bolívia, Evo Morales.

Mas atenção: cabe ao Brasil o papel natural de nação e país líder cuja responsabilidade só crescerá com a ausência norte- americana.

Por ZD

26/10/08

SONHO ACORDADO - O QUERER E O PODER


Em São Paulo Marta e sua campanha não erraram em nada, quem errou, talvez induzidos a isto foram a maioria dos eleitores paulistas.

Por ganhar no apoio a prefeitura de São Paulo - não dizendo onde perderam que foi maioria, claro - dizer que podem dar uma lavada, querer abrir a sucessão presidencial desde já mobilizarem-se gastando dinheiro em pré-campanha para a presidência em 2010 é desejo ou sonho - pesadelo para a maioria - e puro desperdício de dinheiro e energia, talvez queiram que os pretensos candidatos ou o Planalto pensem que é possível a direita chegar a Presidência novamente no Brasil, assim desde... (continue lendo aqui)

AÍ ESTA A COMPANHIA DO ATRASO E DA INCOMPETÊNCIA QUE KASSAB ESCONDEU DOS ELEITORES PAULISTAS

25/10/08

Até a Folha reconhece: Marta foi muito melhor no debate


Deve ter sido um desgosto para a Folha partido de coligação de Gilberto Kassab(DEM), ter que dar sua opinião sobre o debate de ontem. publicou o jornal: "Aparentando maior nervosismo e lapsos de memória em alguns momentos, Kassab explorou a ligação do PT com o mensalão, as taxas criadas e as finanças da gestão da adversária (2001-2004).

Se Marta Suplicy se deixou abalar no debate anterior, na Record, ontem foi a vez de Gilberto Kassab. Embora tenha começado com agressividade acima do recomendável, a ex-prefeita se estabilizou e atravessou o programa com aparente firmeza de argumentos. Com um questionamento constante, bate-estaca, mas que não feria o espectador.

Feriu o adversário. O prefeito abriu com a estratégia que usou ao longo de toda a campanha, de transformar Marta em governo e assim reativar a memória negativa do paulistano. Para tanto, recorreu ao próprio vice de Marta. Ela reagiu agressiva, mas também em sua estratégia costumeira, ao menos neste segundo turno, de associar Kassab com Celso Pitta.

Por qualquer razão, talvez por instrução de marqueteiro para se conter, talvez pelo impacto da propaganda com o "vagabundo", Kassab tremeu. Repetia as frases feitas, "cidade quebrada", "cidade falida", "Paris", mas não soava especialmente atento ao que ele mesmo falava. Deixou que Marta tomasse a iniciativa, no primeiro e depois no correr dos outros três blocos. Nem as questões generalistas tiradas do nada pelo âncora conseguiam conter a ex-prefeita, que seguia deixando marcas no adversário.

Depois de não pouca confusão, o documento de despejo repisado por ela deixou nele uma imagem de insensibilidade e até desconhecimento. Sobre educação, "Kassab, você nunca entendeu os CEUs". Sobre trânsito, "você não fez um corredor de ônibus". Pior, "quando é que vai começar o pedágio?". Sentia-se tão à vontade que tentou até "esclarecer" os túneis que ela fez.

Não faltaram acenos da ex-prefeita ao eleitorado feminino, aproveitando a desatenção kassabista. Ele falou em creches como tema "delicado", ela reagiu que "creche é um assunto concreto para a mulher, isso é que você não entende". Poderia ter evitado, porém, o aparente esforço para chorar, ao descrever a visita à favela. Aliás, até falou, "foi lá que eu chorei".

Sobre quem venceu ou perdeu, é certo que Gilberto Kassab entrou para evitar qualquer risco de desastre, algo que pudesse ameaçar sua imensa vantagem, segundo a Folha, isso ele conseguiu. Mas não saiu engrandecido do debate, pelo contrário.

De seu lado, Marta muito provavelmente entrou para iniciar uma recuperação de sua imagem com vistas ao futuro. E saiu maior, uma personagem mais leve e aberta, menos arrogante. Reafirmou também a opção pelos pobres, que havia desaparecido na campanha.

Da parte da Globo, o formato do programa não trouxe inovação e o âncora Chico Pinheiro, apresentador do "SPTV" marcado por confrontos com a petista, só existiu para abrir e fechar o programa. Poderia não ter falado "Geraldo Kassab". Como na Record, também na Globo os dois candidatos, treinados que são, mal precisaram de cortes. A exemplo dos bordões que repetiam sem parar, também um relógio parecia ter-se instalado neles.

Segundo a Folha, um dos momentos mais tensos ocorreu quando Marta lembrou episódio que resultou em julho na prisão de Georges Marcelo Eivazian, militante do DEM, partido do prefeito, sob acusação de chefiar quadrilha que achacaria ambulantes ilegais do Brás, Mooca e Tatuapé.

"É auxiliar seu, foi candidato a deputado pelo PFL/DEM. (...) Esse cidadão tá preso há três meses. É a máfia dos fiscais voltando em São Paulo?", perguntou Marta.

Frases


"Respeitar as pessoas não é com você mesmo(...) Estamos falando de gente, de seres humanos"

"Segurança é muito mais do que só luz. E a Secretaria da Segurança que você extinguiu?"

"Governar não é "estar fazendo" é fazer(...) A realidade é que você não fez"

"A cidade estava contaminada pelo vírus da corrupção da gestão Pitta da qual o senhor foi secretário" [Marta Suplicy] (Folha)

Por: Helena™

24/10/08

Escândalo - Uma justiça não tão cega em São Paulo


O juiz Marco Antonio Martin Vargas (1ª Zona Eleitoral de São Paulo) decidiu multar o prefeito e candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM, Gilberto Kassab, na ação por uso da máquina pública movida pela campanha da petista Marta Suplicy.

O demo-tucano fez uso descarado da máquina pública quando posou, ao lado do governador tucano José Serra, com um cheque simbólico de R$ 198 milhões para investimentos em obras do Metrô, durante evento bancado pela estatal.
Por determinação do juiz, Kassab pagará R$ 5.320,50 "por conduta vedada", mas o pedido de cassação do registro do candidato foi rejeitado. Todos sabem que Kassab usou e abusou da máquina municipal, além do uso e abuso da máquina do governo estadual tucano nessa campanha.

Quem viu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral no começo do ano, admoestando publicamente o presidente Lula e seus ministros por um inexistente uso da máquina - quando não estávamos sequer no período eleitoral legal - agora deve estar escandalizado pelo silêncio desses mesmos juízes e magistrados.

Pela decisão do juiz paulista, vê-se que em São Paulo temos uma justiça não tão cega, que, convenientemente, faz de conta que não está acontecendo abuso na campanha da capital.

Do blog do Dirceu

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab


Ele litiga de má-fé para encobrir sol com peneira.

Já que o candidato Gilberto Kassab entrou com uma ação, negada pela Justiça, para apreender a edição 2.711 do HP, é bom que ele saiba que não nasceu e nem vai nascer quem possa nos calar.

A Hora do Povo completa, em 2009, 30 anos de existência. E, ao contrário de Kassab, nunca escondeu suas opiniões, pois delas muito se orgulha.

Mesmo sob a ditadura a que Kassab, diga-se de passagem, não se opôs, encontramos o caminho para difundir nossos pontos de vista e não recuamos nem com atentados à bomba, nem com a prisão de nossos colaboradores, inclusive do companheiro Cláudio Campos, fundador e diretor do jornal.

Portanto, não há de ser um sujeito no mínimo estranho, ao qual nunca demos intimidade, que vai nos ditar o que podemos e o que não podemos expressar aqui neste território livre.

Ele dispõe de mais meios do que nós para dizer o que pensa. Se não o faz é porque não é afeito a travar a luta política de frente. Mas esse é um problema dele, não nosso.

Kassab quer impedir que apoiemos Marta.

Mas o que podemos fazer?

De Marta todos sabem o que se pode esperar.

E dele?

O que se pode esperar de alguém que diz na TV que respeita muito o presidente Lula, mas deu apoio integral à grande farsa do “mensalão” cujo objetivo declarado era obter o seu impeachment?

O que se pode pensar de alguém que diz ter se afastado de Pitta, sem esclarecer que só o renegou depois dele ter saído do governo?

O que se pode dizer de alguém que fala que não vai onerar a população com impostos nem taxas, mas tenta aprovar na Câmara um projeto para instituir o pedágio urbano?

O que esperar de alguém que diz que vai implantar o ensino técnico nos CEUs, mas veta a lei que a Câmara aprovou com este objetivo e fecha os poucos cursos técnicos existentes nas escolas da Prefeitura, alegando que ensino técnico é problema do governo federal?

O que se pode dizer de um candidato que alardeia ter feito o maior investimento em transportes, quando não fez um único corredor de ônibus na cidade?

O que esperar de alguém que diz ter construído 110 AMAs, quando apenas dividiu as Unidades Básicas de Saúde entregando as suas metades à gestão de instituições privadas?

O máximo que podemos fazer por ele é recomendar que seja mais convincente ao dizer que não é gay.

Do Hora do Povo

23/10/08

Confissão - Para Yeda, PSDB influenciou eleição no RS


Sobre o jogo de forças para 2010, a tucana faz suspense. A economia mundial balança, mas a governadora tucana Yeda Crusius está certa de que o Rio Grande do Sul, apesar do abalo, resistirá.



— Estamos num bom ciclo, o Orçamento básico está equilibrado — diz.

Em entrevista concedida ontem, em São Paulo, à TV Estadão, Yeda comentou o fraco desempenho do PSDB gaúcho – conquistou 19 prefeituras, em um universo de 496 municípios.

— Eu não aparelhei o PSDB para a eleição — faz questão de frisar.

Ela rejeitou o termo “nanico” para classificar o partido:

— Nanico nem tanto, nasceu e está bem. Influenciou a eleição em praticamente todo o Estado.

Sobre o jogo de forças para 2010, a tucana faz suspense.

— Eu lá sei o que vai acontecer daqui até 2010?

Do ZERO HORA

22/10/08

Voando Baixo - Ministério Público dá parecer favorável à impugnação da candidatura de Kassab


O promotor eleitoral Eduardo Rheingantz apresentou parecer favorável à ação em que Marta Suplicy (PT) pede a impugnação da candidatura de Gilberto Kassab (DEM), com quem disputa a Prefeitura de São Paulo.

Em solenidade no dia 15, Kassab (DEM) repassou R$ 198 milhões ao governo do Estado para investimentos em obras do metrô. No ato --em que recebeu uma réplica de um cheque de um metro e meio das mãos de Kassab--, o governador José Serra (PSDB) exaltou a parceria com o prefeito.

O parecer do procurador é levado em conta pelo juiz eleitoral no momento de proferir a decisão final no processo. A representação ainda será julgada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da capital paulista, e Kassab só tem a candidatura cassada caso a decisão seja confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O TRE deve julgar o pedido nos próximos dias. O TSE anunciou que vai acelerar o julgamento dos recursos de impugnação de candidaturas para que não haja atraso até a posse dos eleitos.

A representação foi protocolada no último dia 17 pela petista, que acusa o prefeito de utilizar a máquina na campanha à reeleição. A candidata contesta evento do dia 15, quando Kassab posou ao lado do governador José Serra (PSDB) com um "checão" simbólico com o valor de investimento da atual gestão de R$ 198 milhões nas obras do metrô. A foto foi veiculada no site do candidato.

"Com efeito, os representados -especialmente o presidente do Metrô e o candidato Kassab, que são agentes públicos- usaram bens públicos móveis e imóveis para fins eleitorais", diz o procurador no parecer. "De fato, fosse uma mera cerimônia administrativa de repasse de recursos, -como sustentam os representados -não precisava ser um espetáculo, que contou inclusive com artifícios visuais", completou o procurador, que defende que a representação deve ser julgada procedente.

Outro lado

A assessoria de imprensa do candidato Gilberto Kassab divulgou uma nota dizendo que o evento sobre as verbas para o metrô "cumpriu rigorosamente a legislação".

Leia a íntegra da nota:

O parecer do Ministério Público foi proferido antes da apresentação de provas como a documentação do Metrô atestando que todas as despesas do evento foram arcadas pela companhia. O juiz vai decidir com base em todas as provas juntadas no processo. A campanha de Kassab reafirma que o evento cumpriu rigorosamente a legislação.

Datafolha e Ibope apontam que Kassab mantém vantagem sobre Marta !?

O candidato à reeleição em São Paulo, Gilberto Kassab (DEM) mantém-se, a quatro dias da votação final, com vantagem de 18 pontos sobre Marta Suplicy (PT), segundo Datafolha, e de 17 pontos, segundo Ibope.

Os dois institutos divulgaram, nesta quarta-feira (22), pesquisas de intenções de voto.

A petista e o candidato do DEM oscilaram dentro da margem de erro, segundo o Datafolha, mas em direções opostas em relação à pesquisa anterior do instituto, divulgada em 17 de outubro: Kassab variou um ponto para cima e chegou a 54%; Marta, com 1 ponto percentual a menos, tem 36%.

Os votos brancos e nulos agora somam 5% e não souberam opinar, 4%.

Os números do Ibope apontam o mesmo cenário: Kassab ganhou 2 pontos percentuais e alcançou 53% das intenções de voto, enquanto Marta, que tinha 39% das intenções de voto há uma semana, aparece com 36%.

Os brancos e nulos são 8% e os que não sabem/não responderam, 3%.

As duas pesquisas têm margem de erro de dois pontos percentuais e foram realizadas em 21 e 22 de outubro, sob encomenda da Rede Globo em parceria com o jornal "Folha de S.Paulo", no caso do Datafolha, que ouviu 1.919 eleitores. A pesquisa Ibope foi contratada pela emissora carioca com "O Estado de São Paulo".

Por Rosanne D'Agostino

21/10/08

Kassab lançou o desafio e fugiu do confronto com Marta


“As primeiras pessoas que estudaram nos CEUs foram os filhos de quem trabalhou neles. Foi para vocês que eu fiz isso” diz Marta com lagrimas nos olhos, aos operários presentes na visita ao terreno do CEU Formosa.

Marta relevou o desáfio lançado por Kassab no último debate na Record. No debate, Kassab convidou toda a mídia para irem na terça-feira vistoriar o CEU Formosa. O CEU que segundo Kassab estará construído em 4 meses.

Marta foi, mas Kassab não. Kassab foi para outro lugar, para o escritório da Secretária de Obras e visitou o CEU Formosa virtual. Segundo a reportagem do IG, Kassab afirmou que a obra foi iniciada em fevereiro de 2008. Na foto da placa pode se ler que o prazo da obra é 240 dias, ou seja 8 meses (e não 4 como o engenheiro explicava com arrogância para Marta).

Marta foi hoje ao CEU Formosa, onde existe um terraplanagem após 9 meses de supostas obras. Na obra virtual vistoriada pelo prefeito “o CEU está no seu curso normal”.

Vale lembrar que Kassab já teve que reconhecer que sua propaganda era inveridica quando dizia que tinha feito 25 CEU’s. A mídia mostrou que eram 14. O jornal AGORA mostrou na capa e em reportagem que as obras estavam atrasadas e que o CEU Formosa nem tinha sido iniciado. (ver O silêncio foi quebrado).

Depois Kassab diz que até dezembro seriam os 25, mas Marta mostrou e a mídia também, que as obras estão muito atrasada e que o CEU Formosa não tinha sequer começado. Ele mudou então a data e diz que estaria pronto em fevereiro. Foi aí que Kassab proclamou arrogante que Marta não entendia de obra, como ele por ser engenheiro e em 4 meses daria para construir um CEU.

No último debate, onde Kassab convidou todos a estarem presentes terça-feira no CEU Formosa, ele insistiu que o CEU se faria em 4 meses. Agora descobrimos que mesmo iniciada a obra, segundo ele, em fevereiro, hoje ela é só um terreno baldio com uma placa. Ou seja em 9 meses nada foi feito.

A campanha da Marta em comunicado declarou:


“as fotos tiradas mostram que mal foi iniciada a terraplanagem. Não há estrutura, apenas duas vigas. E uma escavadeira remexendo o terreno.
À tarde, o governo Kassab proibiu a entrada dos jornalistas no canteiro de obras. “Ele disse que entregaria em quatro meses [o CEU]. Não há a mais leve possibilidade de esse terreno, que não tem nem terraplanagem começada, ser entregue”, disse Marta em frente à obra.

O candidato do DEM antes prometia concluir a construção em dezembro deste ano; agora, no final da campanha, promete entregá-la em fevereiro. As fotos mostram que isso é inviável. “A coisa mais importante é o caráter, a personalidade de um governante, a capacidade de pedir desculpas quando diz alguma coisa impensada. No debate, o candidato Kassab me desafiou a vir aqui hoje, a vistoriar o CEU Vila Formosa. Eu estou aqui e ele não está. Em vez de estar aqui para mostrar ou para pedir desculpas por um erro.

Por MARCIA

Mídia Cega - Berzoini manda recado aos pessimistas

Presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP), rebate no artigo "Torcendo para o caos", publicado na Folha de S.Paulo de hoje, as críticas absurdas e infundadas da oposição às medidas adotadas pelo governo para conter os efeitos da crise econômica financeira internacional no Brasil.

Eu seu texto, cuja leitura recomendo, Berzoini dá uma resposta direta ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que em artigo publicado na mesma seção do jornal (Tendências/Debates) no último dia 14, criticou o governo Lula "por supostamente ter reagido tarde e mal à crise, ter deixado o 'mercado em pânico (...)".

Além de acusar sem querer ver a realidade, o tucano ainda teve a cara de pau de citar o PROER (programa de auxílio a bancos) de FHC como responsável pela estabilidade econômica. Mas Guerra, lembra Berzoini, "não explicou por que o tão benfazejo programa não foi capaz de proteger o Brasil das crises de 1999 e 2002".

Por isso, até destaco aqui abaixo um parágrafo em que o Berzoíni deixa bem claro aos oposicionistas e pessimistas de plantão que a receita deles, de bolo neoliberal, é bem diferente dos caminhos seguidos pelo presidente Lula e o PT:

"O Brasil - assinala o presidente do PT - acumulou nos últimos anos um patrimônio de crescimento via empregos formais, investimentos em infra-estrutura e políticas sociais que não deve ser jogado ao mar na primeira tormenta. O governo, de forma responsável, deve continuar trabalhando para manter, na medida do possível e desejável, o crescimento que evite que os males da estagnação se auto-alimentem, no rumo dos pacotes neoliberais que o Brasil conheceu de Collor a FHC".


Por ZD

20/10/08

HOJE FOI UM DIA TRISTE

É difícil aceitar ser apenas um observador e não poder sequer votar contra o governador Serra porque São Paulo não é meu domicílio eleitoral. Esse político foi eleito prefeito pelo crédulo povo paulista dizendo que não renunciaria a prefeitura e candidatou-se a governador renunciando a prefeitura. O povo paulista mais uma vez o elegeu aceitando suas mentiras.

A imprensa brasileira dá todas as garantias para seus atos sem contestação, é como um cheque em branco.

Amanhã ele estará preocupado em ajudar seu amigo Kassab para eleger-se prefeito de São Paulo que, pelas pesquisas, conseguirá e o povo paulista mais uma vez escolheu o seu lado.

Hoje é um dia triste porque, na verdade, o sofrimento e a saudade estarão instalados para sempre nos corações dos pais, parentes e amigos da jovem de quinze anos que perdeu a vida num episódio grotesco onde as autoridades policiais e o governador Serra mostraram todo o seu despreparo. Ouvimos uma barbaridade de que o celular do negociador acabou a bateria e ele perdeu o contato com o seqüestrador.

Nesse acontecimentos tivemos que ouvir que o comandante da operação achou certo devolver ao seqüestrador a outra jovem seqüestrada e que ele colocaria o próprio filho na mesma situação.

De tudo que se passou ficou a solidariedade fraterna e amiga, das horas difíceis, de uma jovem com desassombro incomum que enfrentou o perigo de frente e sem nenhuma proteção material ou técnica, que era o mínimo a que tinha direito, enquanto comandante e comandados armados e protegidos do perigo empurravam-na para o cadafalso.

Por Helio de Souza Borba

Campanha de Flávio Dino denuncia 'manipulação científica'


“O que o Ibope está fazendo chama-se ‘manipulação científica da pesquisa”. A reação veio de Márcio Jerry, coordenador de campanha de Flávio Dino (PCdoB), candidato à Prefeitura de São Luís, após a última pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (17). Segundo a pesquisa, João Castelo (PSDB) teria 54% das intenções de voto, contra 38% do comunista. De acordo com Jerry, “a coleta de opiniões tem sido feita junto aos eleitores após a realização de eventos pró-Castelo, aproveitando a bolha de empolgação do momento”.

“Isso não faz sentido. Fechamos o segundo turno com 34% dos votos, em ascensão, e agora teríamos apenas 38%?”, questiona. Além disso, lembrou Jerry, as pesquisas feitas pelo instituto na cidade têm sido terceirizadas desde o primeiro turno. O serviço teria sido passado à Opinare, empresa ligada a um dos coordenadores de campanha de João Castelo, Aziz Santos, atual secretário de Planejamento do Maranhão.

Às vésperas do primeiro turno, na sexta-feira, dia 3, o Ibope divulgou pesquisa indicando que Castelo venceria no primeiro turno com 52% dos votos válidos contra 27% de Flávio Dino. Finalizada a totalização dos votos no domingo (5), a realidade era outra: Castelo teve 43,12% e Dino, 34,28%, uma diferença de 10% com relação ao que a pesquisa apontava. Em entrevista dada dia 6, Flávio Dino denunciou publicamente a manipulação das pesquisas “visando a alterar de modo artificial o resultado e criar um cenário de primeiro turno”.

O instituto Escutec, segundo a coordenação de campanha de Dino, foi o que mais se aproximou do resultado real do primeiro turno. Um dia antes, sua pesquisa indicava cerca de 32% para Flávio Dino. Hoje, dá empate técnico entre os dois: 51,2% para Castelo e 48,2%, considerando os votos válidos. “O que temos percebido é que em contraposição à onda vermelha crescente de Flávio Dino, há um arrastão criminoso por parte da campanha de Castelo. Eles acham que São Luís é uma província e que ninguém vai notar tais manipulações”, diz Jerry. Além disso, salienta, “há gente remunerada para trabalhar para Castelo em quantidade desproporcional”.

Durante caminhada no bairro do Coroado dia 15, Flávio Dino disse que “a cada dia, nós estamos crescendo. Já temos maioria em relação a Castelo e a tendência é ampliarmos essa vantagem. Pesquisas internas revelam que estamos ligeiramente na frente dele, ainda dentro da margem de erro. São dois fatos importantes: a confirmação da tendência de crescimento da nossa candidatura registrada no primeiro turno e a outra que a campanha dele está estagnada”.

Clima Quente

Faltando pouco mais de uma semana para a decisão do segundo turno, o clima está cada vez mais quente em São Luís. Nesta sexta-feira (17), em entrevista à TV Mirante, o candidato do PCdoB falou sobre a opção do governador do Maranhão por Castelo: “lamento que o governo Jackson Lago tenha optado por um lado. E optou de forma incoerente. Jackson representou a mudança em 2006. Castelo é uma transição para o atraso. E o governo Jackson optou por apoiar o atraso. Felizmente, tenho convicção de que, mesmo assim, a esperança do novo vai prevalecer”.

Para Dino, “essa disputa não é só pela Prefeitura. É também pelo futuro do próprio governo Jackson. E ele (Jackson) está criando um hiato com a esquerda, fazendo a opção pela direita, pelo PSDB”. Ele disse ainda que “essa postura do governador nos desobriga de uma aliança automática. A correlação de forças muda”.

Também nesta semana, Márcio Jerry, que também preside o PCdoB na capital, e Roberto Rocha, presidente estadual do PSDB, protagonizaram polêmica acerca das baixarias vindas da campanha de Castelo. Ao jornal O Globo, Jerry reafirmou que há “panfletos e boatos que mostram o Dino como uma pessoa terrível” e também “que é gay porque defende a aprovação da união civil homossexual. Tem uma onda de boatos, os mais estúpidos, espalhada pela campanha de Castelo. Dizem que há uma ocorrência policial denunciando que Dino agrediu o pai a socos na semana passada. O grande mentor disso tudo é o deputado Roberto Rocha”.

Em resposta, Rocha disse: “li, com indignação, as declarações deste comunista com prazo de validade vencido. Desafio ele, seu chefe ou quem quer que seja a provar que tenho alguma coisa a ver com isso. Para isso, vou interpelá-lo judicialmente”. Jerry, por sua vez, disse que “se Roberto Rocha, presidente do PSDB e um dos mais influentes coordenadores da campanha de João Castelo, não tem nada a ver com a baixaria, com as calúnias, com o neo-macarthismo caboclo que a campanha de seu candidato expele, tudo bem. Que ele então condene explicitamente tais práticas, que aceite o desafio de “republicanizar” a disputa eleitoral”.

Por Priscila Lobregatte.

19/10/08

Uso da máquina pública - JT flagra ônibus da Secretaria de Educação de Serra a serviço da campanha de Kassab

Cabos eleitorais do DEM descem de ônibus com logo do Governo do Estado Um ônibus escolar com o logotipo da Secretaria de Estado da Educaçãofoi flagrado ontem pela manhã levando um grupo de 25 pessoas a evento de campanha do prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM),no Mercado Municipal, centro, que recebeu dezenas de veículos de diversas regiões da cidade.

O ônibus é da empresa Splash Tur, que durante a semana transporta alunos de uma escola estadual da zona sul. Seu dono, Nelson Franco, disse que o veículo foi utilizado como “quebra-galho”, porque aquele que faria o transporte havia quebrado.“Não sabia que era evento do Kassab”.

Sebastião Oliveira, da Milane Turismo, empresa contratada para o trabalho, afirma queo serviço foisolicitado via Benfica Turismo, que tem a licitação do transporte nos governos estadual e municipal. Para Everson Tobaruela, da OAB-SP, “trata-se de uso da máquina pública”.

Por JT no Portal Denúncia.

Tabuleiro Político - Essa é a nossa mídia


Hoje (19/10/2008) a colunista Martha Medeiros da Revista Globo, do Globo, faz propaganda descarada para o Gabeira.

Segundo ela: "Se Gabeira ganhar, testemunharemos num cargo público um homem que conversa com o eleitor de igual para igual..."

Só se for com seus colegas jornalistas, Gabeira é jornalista.

E Martha Medeiros diz mais: "Se Gabeira Ganhar vai ser a recompensa merecida por ele ter peitado Severino Cavalcanti, dando nele um cala-boca que todos nós gostaríamos de ter dado..."

Rá rá rá rá rá! Só rindo mesmo. O Severino já estava derrotado, já estava derrubado, não vi nada de extraordinário em gastar bala com um "defunto morto". E, isso é da política, não é qualidade para se votar nele.

Gabeira mostraria sua valentia se tivesse peitado o famigerado Antônio Carlos Magalhães, no entanto, ele e outros da sua laia, sempre tiveram medo do coronel do nordeste.

Pergunto: Onde estava Gabeira quando ACM adulterou o painel do senado?

O mais sórdido, a Martha Medeiros vota em Porto Alegre.

Será mais um jabá disfarçado da coluna jornalística?

Até quando será permitida a propaganda descarada de jornais e revistas que às vésperas das eleições tentam empurrar por nossa goela abaixo os seus candidatos?

Crime Eleitoral?

Considerando que as matérias primas(papel) de jornais e revista são isentas de impostos, vejo aí um crime eleitoral e não liberdade de expressão. Como fazer propaganda política com dinheiro do povo?

Isenção significa que a Receita Federal deixou de ganhar, logo...

Com a palavra o Tribunal Superior Eleitoral.

Por Zé Lopes no Crítica Midiática

18/10/08

A Pergunta Que Querem Calar: Quem é o Kassab?


Não se pode permitir que chegue o dia da eleição e ninguém tenha ainda uma resposta.

O que ele faz no armário dele não me importa, mas enriquecer ilicitamente às minhas custas e à custa da angústia de milhares de crianças sem condições decentes de vida é inaceitável. Por isso eu quero saber, e todos os cidadãos de São Paulo têm esse direito:

QUEM É ESSE KASSAB?

Quem é esse senhor, que é parceiro do Pitta (coordenou a prefeitura dele, que teve processo de impeachment e terminou com CADEIA), do Maluf, do Quércia, do Serra, do FHC...?

Não é muito gato pra um balaiozinho tão misterioso, não?!

Quem é esse candidato, que é investigado, em segredo de justiça, pelo Ministério Público de São Paulo, por suspeitas de enriquecimento irregular?

Afinal, é possível um funcionário público enriquecer licitamente?

Quem é esse sujeito, que goza de defesa e publicidade tão entusiásticas, e tão bem coordenadas, da poderosa mídia (imprensa) paulista e globeleza, em todos os seus maiores setores?

Quem é esse Prefeito, que ninguém explica as acusações que lhe recaem de criar Secretaria Especial, na Nossa Prefeitura, para nomear seu “melhor amigo”?

É inadmissível que a imprensa paulista nos prive desse direito!

Podem até optar por não fornecer nenhuma informação digna sobre o candidato misterioso, mas uma coisa eu já sei:

NÃO VOTO MANIPULADO, NÃO VOTO EM CANDIDATO DA MÍDIA PAULISTA, a mesma que defende Daniel Dantas, Gilmar Mendes e corja iltda; a mesma que acoberta todas as sujeiras ocorridas no estado de São Paulo desde antes de eu nascer, enquanto pede a cabeça de homens como o Delegado Protógenes Queiroz e o Juiz Fausto de Sanctis.

E você, conterrâneo, até quando votará como quem assiste a uma novela?

Por Pedro de Sousa

O Seqüestro da Dignidade : é você sob a mira de um revólver


Como o povo paulista foi seqüestrado e humilhado pelos criminosos da falange midiocrata...

A mocinha mais encantadora da escola, olhos meio tupinambás, cabelos negros e compridos, alegre e falante, teve o cérebro atravessado por um fervente projétil de arma de fogo. Eloá é a vítima mais visível do desgoverno insano e cínico que mantém São Paulo em cativeiro desde Março de 2.001, quando ascendeu ao trono estadual o suserano alquimista. Ser paulista, hoje, equivale a viver num buraco imundo, úmido e molhado, sob a mira trêmula de um revólver, mas diante de uma TV que anuncia maravilhas da autoridade midiocrata.

Os paulistas sofrem, sobretudo, por conta da educação com padrões de quinto mundo, cujo projeto foi iniciado pela secretaria Rose Neubauer, há 13 anos. O Estado converteu-se, assim, na terra dos jovens analfabetos, zumbis sociais, filhos do regime de "aprovação automática".

No campo das obras públicas, sob a bandeira de treze listras, prospera o paraíso das empreiteiras e dos "gatos". As irregularidades se multiplicam, mas o campo de força da Assembléia Legislativa impede qualquer investigação detalhada sobre a farra com o dinheiro público.

Não bastasse a máfia dos pedágios e aquela dos fiscais associados aos parceiros do DEM, parte de São Paulo ainda foi entregue ao crime organizado. Quando o acordo sofre ameaças, o PCC simplesmente assume o controle de toda a gleba, como ocorreu em Agosto de 2.006.

Unanimidade sob vigilância do editor careca

São Paulo já sofrera muito, outras vezes, sob a direção de embusteiros como Ademar de Barros, Laudo Natel e Paulo Maluf. Estes, no entanto, encontravam aqui e ali o julgamento crítico, e muitas vezes a oposição, de veículos da imprensa hegemônica e dos jornalistas.

Constituído pela aliança dos setores quatrocentões, pela elite industrial e pelos ventríloquos do neoliberalismo bandeirante, o sistema de governo tucano cuidou, desde 1.995, de privar o Estado de qualquer debate público de idéias.

Esse controle se faz pela cooptação de profissionais de imprensa, muito bem remunerados, pela censura prévia exercitada nos "aquários" das redações e pela duras punições aplicadas aos jornalistas não-alinhados.

Nas redações da Barão de Limeira e da Marginal Tietê, há os chamados "telefones azuis", pelos quais o dono da mídia paulista, o calabrês José Serra Chirico, encomenda matérias, edita verbalmente textos e determina demissões.

"O Serra mandou" é frase comum, pronunciada em cochichos nas redações dos dois principais jornais paulistas.

Quando o calvo mandatário se vê ocupado, destaca algum de seus lugares-tenentes para a função de editor-chefe. Pode ser Aloysio Nunes Ferreira Filho, José Aníbal ou Angelo Andrea Matarazzo, tido orgulhosamente no PSDB como o "Chuta-mendigo", por conta de sua política de perseguição ao povo-de-rua.

Por Josinhas 25 no Tribunal do Povo

São Paulo - Lula critica Serra por ligar PT à greve de policiais


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a realização do comício da candidata petista à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, para criticar o comportamento do governador José Serra em relação à greve dos policiais civis do Estado. "Quem não quer ser cobrado pelo povo, que não seja governo, porque o povo cobra", disse ele, destacando que também sofre cobranças da população. Isso, na visão dele, é um processo do fortalecimento da democracia brasileira. Lula também criticou a tentativa do governador de São Paulo de associar o PT ao movimento grevista dos policiais civis. "Eu espero que, em algum momento, o governador de São Paulo peça desculpas por esta heresia".

Principal aliado do atual prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) na disputa eleitoral, Serra afirmou esta semana "não ter dúvida nenhuma" de que as manifestações de policiais diante da sede do governo "tinham a participação ativa da CUT, que é ligada ao PT, e da Força Sindical, ligada ao PDT".

Durante o comício de hoje, realizado na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, centro de São Paulo, Lula pediu que os militantes da campanha de Marta Suplicy busquem novos votos para a candidata nas ruas. Ele sugeriu que os militantes façam como algumas redes de varejo do País, cujos vendedores batem palmas em frente às portas das casas para atrair as pessoas. Por fim, Lula lembrou que seu aniversário será no próximo dia 27 - um dia depois da realização do segundo turno das eleições municipais - e pediu a vitória de Marta como presente da população de São Paulo.

Lula disse que Marta tem sido vítima de preconceito e, indiretamente, se referiu à propaganda eleitoral do PT que perguntava se Kassab era casado e tinha filhos. "Dizem agora que essa mulher é contra os homossexuais, justamente ela, que, quando havia preconceito, estava na TV Mulher defendendo as minorias", disse. "Eu ainda vou criar o Dia da Hipocrisia neste País", afirmou.

Marta, falando antes do presidente, destacou que a vitória do PT em São Paulo teria um grande efeito para o cenário político do País. "Eles não querem perder a última trincheira que têm neste País, que é São Paulo". O presidente Lula, por sua vez, ao comentar as últimas pesquisas de opinião que continuam mostrando vantagem de Kassab sobre Marta na disputa para a prefeitura de São Paulo, disse que "há tempo suficiente para ocupar cada rua desta cidade para conversar com os eleitores", indicando que acredita que a atuação dos militantes ainda poderia virar o jogo.

Marta afirmou que tem o apoio dos movimentos sindicais e sociais de São Paulo. "Se não houver organização dos movimentos sociais, nem São Paulo nem nenhum outro lugar do País caminha".

Do MSN Notícias

Opinião - Kassab apoia a reorientação sexual pela fé ou o orgulho gay?


A vida pessoal do prefeito é questão de fôro íntimo.

Mas as POLÍTICAS sobre questões de gênero que ele apóia na cidade afeta o interesse público de dois grupos com visões diferentes.

Durante a campanha eleitoral, em 13/09/2008, Kassab participou de um culto evangélico de reorientação para tirar uma opressão na vida dele desde os 17 anos, pela fé, segundo o pastor.

Entoando um cântico de louvor, o apóstolo Sérgio Lopes dirige à Kassab:

"...entregar teu coração ao senhor
ele vai dar a você
um sonho antigo
que você tinha desde os 17 anos
quando você pediu a Deus
Para ele te ajudar
Havia uma opressão
Sobre a sua vida
Quando você pediu ajuda
O senhor te entregou..."

Dez dias depois, Kassab visitou e prestou apoio à comunidade GBLT na sede da Parada Gay.

Um prefeito deve ser de todos, dialogar com todos, inclusive com quem não concorda, mas um político não pode endossar 2 POLÍTICAS OPOSTAS ao mesmo tempo.

Religiosos mais ortodoxos chegam a considerar a homosexualidade um "encosto" que precisa ser removido do corpo da pessoa mediante sessões de "descarrego".
Algo como uma sessão de exorcismo serviria para tirar o "coisa ruim" do corpo.
Outros consideram a tentação natural, e recomendam resistirem ao pecado.

Por outro lado, a OMS (Organização Mundial de Saúde), com base na ciência, já considera a homosexualidade uma característica da pessoa que assim nasce. Que não é opção, não é perversão, e não é "doença" para ser curada. Essa posição parece ser a dos grupos organizados de GLBT.

O objetivo desta nota não é julgar nada, nem ninguém. É apenas cuidar do enfoque político e mostrar que Kassab está endossando coisas opostas conforme a platéia a que se apresenta, contrariando os interesses opostos de cada lado, pelas costas.

Por: Zé Augusto

17/10/08

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA EM SÃO PAULO



O Presidente Lula estará neste sábado (18/10) em São Paulo, em ato de apoio da Campanha Marta Prefeita.

O ato acontece às 9h30 na Casa de Portugal - Av. da Liberdade, 602.

A atividade está sendo organizada pelo Comitê Sindical de apoio a Marta.

Compareçam!


Por: Helena™

Lux: Tudo corre de acordo com os planos do Serra...

Como era de se esperar, o questionamento sobre detalhes da vida pessoal do Kassab – detalhes esses que vão frontalmente contra o discurso (falso) moralista do candidato - estão sendo explorados ad nauseum pela mídia corporativa e seus jagunços. Agora, travestidos de vestais da defesa dos direitos individuais, distorcem e manipulam a realidade para dar uma força na farsa montada por DEMos e Tucanos, desesperados para continuar à frente da Prefeitura de São Paulo.

Como qualquer pessoa minimamente inteligente sabe, o tal Gilberto Kassab é o equivalente político a um trapo velho jogado num canto esquecido de uma repartição pública. Não passa de um boneco de ventríloquo de seu verdadeiro mestre, o José Serra. E Kassab, que não deve ir nem ao banheiro sem pedir permissão ao atual chefe dos tucanos paulistas, foi obviamente escolhido a dedo pelo Serra para ser seu vice quando era candidato a prefeito, cargo que abandonou em seguida para virar governador em sua obsessão de virar presidente da república única e exclusivamente para satisfazer seu gigantesco ego.

O fato de ser politicamente inexpressivo e de ter todos esses esqueletos no armário, os quais ficaram ainda mais evidentes graças à reação ridícula do tipo “vesti a carapuça e vou me fazer de vítima” , fazem de Kassab uma pessoa ideal para ser dominada no caso de ousar bater as asas e tentar vôo solo. Existem mil casos de traição política perpetrados por criaturas que se voltam contra seus criadores, mas, como não é bobo nem nada, Serra escolheu alguém que pode controlar tranquilamente.

Não sei se a iniciativa da campanha da Marta em questionar aspectos incoerentes da vida pessoal do político Kassab vai prejudicar ou ajudar sua votação. Isso vai depender do quanto o eleitorado paulistano quer continuar a ser enganado por políticos oportunistas e cínicos. Se optarem por Kassab, azar de todos nós, que seremos obrigado a ver o trânsito da cidade ficar cada vez mais caótico, a violência aumentar, a educação e a saúde públicas sendo jogada às traças e assim por diante...

Eu, particularmente, fui e continuo favorável à iniciativa, embora soubesse muito bem que qualquer ato nesse sentido tentaria ser revertido contra o PT, igualzinho fizeram, por exemplo, no caso do Dossiê Vedoim. Para quem não se lembra, o tal dossiê supostamente trazia denúncias contra Serra e um grupo de petistas ingênuos caiu na armadilha do tucano e tentou comprá-lo, só para serem presos em flagrante pela PF (sendo que a primeira equipe de filmagens a chegar ao local da prisão era a da agência de publicidade do PSDB!). Comprar dossiê não é crime, mas a imprensa podre fez parecer que sim e, com isso, conseguiu armar um golpe que levou a eleição para o segundo turno. Estranhamente, nenhum “jornalista” tentou descobrir o que havia dentro do tal dossiê!

Tem gente que me diz: “Ah, mas o Eduardo Guimarães é contra, como você pode ser a favor?”. Bom, o Guimarães é o Guimarães e eu sou eu. Concordo com muita coisa que ele escreve, mas também discordo de outras também. Isso é natural. Não vou mudar de opinião só porque pessoas dignas de respeito como ele ou o Renato Rovai, editor da Fórum, tem visões e vivências diferentes da minha.

Mas, divergências de opiniões de lado, uma coisa é fato: ao ser trazido para a luz do dia contra a vontade do PiG (Partido da imprensa Golpista) e da patota da direita - que adora exigir dos outros aquilo que não aplicam em suas vidas -, esse debate fez cair a máscara de muita gente por aí e provocou eventos muito interessantes. Confiram:

1) Pessoas que jamais levantaram um dedo sequer a favor da luta dos homossexuais contra o preconceito e a discriminação (e, tenho certeza, adoram fazer piadinhas preconceituosas contra gays), agora posam de indignadas com o que chamam de “campanha homofóbica” do PT! Haja hipocrisia...

2) A imprensa corporativa e seus jagunços travestidos de “jornalistas”, campeões em devassar detalhes da vida privada de inimigos de seus patrões para serem usados contra eles de maneira baixa e desconectada do debate político, vestem agora a armadura da defesa dos direitos privados do boneco de ventríloquo do Serra, numa tentativa desesperada de esconder o que até cego já viu. Seria cômico se não fosse trágico!

3) Jornalistas, políticos e blogueiros de esquerda inteligentes e sensatos não entendem a importância dessa iniciativa para desmascarar a incoerência e o falso-moralismo dos direitistas, entram novamente na armação histérica do PiG (a serviço de Serra) e ajudam a tirar o foco do debate, posando de politicamente corretos e dando munição extra para a o inimigo. Lamentável.

Vamos esperar pra ver o que vai acontecer de novo de agora em diante. Porque a histeria do PiG e o cinismo da direita nós já estamos cansados ver...

Por André Lux

16/10/08

Vereadores de Maceió podem não assumir mandatos


Candidatos eleitos por Maceió poderiam estar envolvidos em esquema de compra de votos.

Depois da operação da Polícia Federal, Voto Nulo, baseada nas denúncias de crimes eleitorais, vereadores de Maceió poderiam estar envolvidos em esquema de compra de votos. Além de seus mandatos ameaçados pelas denúncias de compra de votos os eleitos podem ser alvo de próximas operações da PF.

Vereadores que perderam a eleição como Allan Balbino e Marcelo Malta afirmaram que tem várias provas sobre compra de votos feita por vereadores que foram eleitos.

A Polícia Federal realizou várias apreensões na véspera e no dia da eleição e entre elas se destacam as feitas nas residências de Silvania Barbosa e Berg Holanda que estão entre os principais alvos da PF e do TER.

Vários candidatos que não conseguiram se eleger e reeleger estão realizando investigações próprias e reunindo informações que podem comprometer seus próprios colegas de coligação.

Entre os vereadores que foram alvos de denúncias estariam além de Silvania e Berg Holanda (Suplente) , Davi Davino e Nery Almeida .

Várias denúncias sobre vereadores e prefeitos do interior estão sendo apuradas pela Polícia Federal que irá atuar em parceria com o TRE e o Ministério Público Eleitoral.

Do Extra Alagoas no Fim da Linha

15/10/08

O Globo Publicou e retirou - Garoto de 12 anos faz Marta dançar e chorar na periferia de SP

De short, camiseta furada e nos pés um par de chinelos que não combinava, Jonathan Oliveira da Silva, 12 anos, levou às lágrimas a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, montada nesta quarta-feira num impecável figurino de calça e blusa de seda e uma sapatilha em verniz vermelho. O garoto cutucou a ex-prefeita quando ela já descia da carroceria do caminhão onde acabara de discursar para moradores de um bairro pobre do Jaçanã, na zona norte. Desinibido, ao lado de dois irmãos, ele pediu à petista para que ela ouvisse a música que disse ter escrito para sua campanha. Marta pediu licença ao locutor, que entregou o microfone ao menino.

Bastaram os primeiros versos de um hip hop improvisado com a batida de "Não Quero Dinheiro", imortalizada por Tim Maia, para a platéia ir ao delírio. Militantes que até então gritavam elogios ensaiados passaram à histeria com a letra da música em que se agradecia ao Bilhete Único e ao Renda Mínima. Marta se animou e logo pulava e dançava sobre o caminhão, ao mesmo tempo em que seguia orientação de Jonathan para cantar o refrão, quando se gritava o nome dela e o número 13.

Os irmãos faziam uma espécie de backing-vocals e garotas ensandecidas berravam os nomes dos artistas mirins e pediam bis. Marta deu então um passo para trás, já amparada por um dos líderes da comunidade. Com a mão no rosto, ela foi às lágrimas com a declaração do garoto à sua gestão. Com a maquiagem borrada, diante de uma platéia tomada pelo clima de baile funk que se instava ali, Marta acompanhou a performance do garoto, que pedia votos "à melhor mulher do mundo".

- Eu quero ser prefeita por você, Jonathan, e por todas as crianças - disse Marta, enxugando o rosto, enquanto ele pedia ao público para cantar com braços para cima.

O clima de festa, no entanto, escondia a situação precária em que o garoto vive com a mãe e outros cinco irmãos numa casa de quatro cômodos no Jardim Curuaçu, uma das áreas mais pobres do Jaçanã. Estudante da sexta série de uma escola pública, Jonathan perdeu o pai e o irmão de 19 anos recentemente. Ao lembrar da história familiar, o menino, que também ajuda em casa distribuindo panfletos de um açougue para ganhar R$ 20,00 por mês, puxou a camiseta para enxugar as próprias lágrimas.

- Eu fiz essa música para a Marta porque meu irmão que morreu também gostava de escrever música e admirava muito ela. Quando soube que ela vinha para cá, eu resolvi escrevi essa letra - dizia ele, já cercado por cinegrafistas, fotógrafos e repórteres.

- Tomara que eu fique famoso para vida da minha família melhorar, né?

Aos jornalistas, Marta fez um desabafo:

- Fora ele ser muito talentoso, é o motivo pelo qual quero ser prefeita.

Por JAIR ORICHIO JUNIOR via Rede Blogo

Opinião - Muito barulho por pouco


De Ricardo Kotscho, ex-assessor e amigo pessoal de Lula, a Reinaldo Azevedo, notório adversário dos petistas e do PT, a candidata Marta Suplicy juntou contra ela, hoje, quase o mundo completo da blogosfera política.

Marta é acusada, paradoxalmente, da prática de homofobia. Para se ter uma noção clara do que está em discussão, vai abaixo o texto completo da peça publicitária que determinou a uníssona reação crítica contra a candidata petista.

“- Você sabe mesmo quem é o Kassab?
Sabe de onde ele veio?
Qual a história do seu partido?
De quem foi secretário e braço direito?
De quem esteve sempre ao lado, desde que começou na política?
Se já teve problemas com a justiça?
Se melhorou de vida depois da política?
É casado? Tem filhos?
Já que ele não informa nada, não é mais prudente se informar melhor sobre ele?
Pra decidir certo,
é preciso conhecer bem.”

Dá pra ver, portanto, que há um contexto. Analisar o caso descontextualizando-o, como a maioria tem feito, ajuda mais a confundir do que a explicar.

Por Guálter George

Campanha de Marta repudia insinuações da mídia


Reproduzo neste blog a nota à imprensa divulgada pelo cooordenador da campanha de Marta Suplicy, Carlos Zarattini, esclarecendo a polêmica sobre a propaganda política veiculada recentemente (veja nota acima).

Como esclareceu Zarattini, "a equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer, em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do país". Leiam a nota na íntegra:


"Nota à imprensa"

Coordenador da campanha Marta 13 repudia 'insinuações cínicas sobre invasão de privacidade'

A campanha de Marta repudia veementemente as insinuações que alguns veículos têm feito a respeito do comercial levado ao ar no domingo (13/10). A equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer, em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do país.

O candidato Gilberto Kassab dedica-se, em sua campanha, a esconder sua trajetória e companhias, seus compromissos e lealdades, vendendo gato por lebre ao eleitor. Esconde sua condição de filhote do malufismo, de braço direito do ex-prefeito Celso Pitta, de integrante do partido mais conservador do país. Esforça-se para iludir os paulistanos com promessas falsas jogando para debaixo do tapete seus próprios atos como governante. Esses são os fatos que a candidata Marta desmascarou no último debate. Esses são os objetivos fundamentais que motivaram a peça publicitária ontem veiculada.

As insinuações absurdas e cínicas sobre invasão de privacidade do outro candidato são inaceitáveis. Basta lembrarmos da história de Marta, protagonista das principais lutas em defesa dos direitos da mulher e das liberdades individuais. Mais ainda: ela foi vítima constante do preconceito e da intriga, patrocinados ironicamente pelos mesmos setores que hoje apóiam Kassab.

Não haverá manobra ou invencionice que nos impeça de continuar comparando projetos e trajetórias, desmascarando os truques de marketing que tentam impedir o povo paulistano de conhecer o verdadeiro Gilberto Kassab. Esse é, repetimos, um direito inalienável dos eleitores

Carlos Zarattini
Coordenador Geral

Do JD, publicado originalmente no site www.marta13.can.br

Constrangido e humilhado, Alckmin declara apoio a Kassab


Em nome do antipetismo e da sobrevivência política, o candidato derrotado do PSDB à prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi ao encontro de seu principal adversário no primeiro turno, o prefeito Gilberto Kassab, para declarar apoio à campanha demo-tucana, que tem o governador José Serra (PSDB) como padrinho político.

No primeiro turno, Serra manobrou para que setores do PSDB boicotassem a campanha de Alckmin para favorecer a candidatura de Gilberto Kassab. Os suscessivos golpes contra o candidato tucano dentro do próprio partido levaram Alckmin a travar uma batalha com o candidato do DEM. Kassab e o ex-governador trocaram ofensas e acusações, se atacaram mutuamente no horário eleitoral e protagonizaram bate-bocas nos debates na televisão.

Diante do rolo compressor montado pelo governador José Serra contra a candidatura de Alckmin, o candidato tucano acabou perdendo eleitores para Kassab e ficou para trás no primeiro turno, no qual terminou em terceiro lugar, com cerca de 22% dos votos.
A mídia, a serviço dos interesses políticos de Serra, classificou Alckmin como o grande derrotado das eleições e não faltaram analistas políticos afirmando que, ao enfrentar as pretensões políticas de Serra, Alckmin saiu da eleição menor do que entrou. Para alguns analistas, Alckmin foi "humilhado" pelo grupo de Serra.

Agora, no segundo turno, o sentimento antipetista do tucano, aliado à sua estratégia de tentar sobreviver politicamente, o constrangeram a declarar publicamente o apoio ao candidato do DEM, com direito a abraços e sorriso amarelo.

O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (14) em um café no centro de São Paulo. Os dois estavam acompanhados por todas as lideranças do PSDB paulista, com exceção de Serra, que preferiu não assistir à cena constrangedora.

Alckmin deicou claro que o preconceito antipetista é o motor que move sua ação política. Segundo Alckmin, é natural que houvesse essa aliança para o segundo turno, uma vez que o adversário a ser derrotado é o PT. "Nós estamos em uma segunda eleição. Segundo turno é uma segunda eleição. Eu suei a camisa representando meu partido e sempre disse que nós tínhamos um adversário em comum, que é o PT".

Alckmin disse ainda que está à disposição de Kassab para vencer Marta Suplicy (PT) no próximo dia 26. "Estou à disposição do prefeito e faço isso com satisfação. Tenho absoluta confiança que ele será bem sucedido".

Questionados sobre os ataques entre eles no primeiro turno, nos quais Kassab chamou Alckmin de "duas caras" e "irreconhecível" e o tucano chamou o democrata de "dissimulado", Alckmin desconversou. "No primeiro turno o debate é político e administrativo. Na democracia se ganha e se perde. O que vale agora é que temos a melhor opção para São Paulo".

Ao final do encontro, o candidato democrata colou um adesivo de sua campanha no lado esquerdo do peito de Alckmin.

Do vermelho

14/10/08

No Blog do Elimar - Luizianne diz que vitória não é produto de marketeiro


Em entrevista, a prefeita petista Luizianne Lins afirma que ganhou a eleição no primeiro turno por méritos de quem demonstrou compromisso com a cidade.

Após conquistar a reeleição em primeiro turno, a prefeita petista Luizianne Lins (39) abriu espaço em sua apertada agenda de comemorações e, claro, projeções de nova gestão, para conversar com o Blog do Eliomar de Lima. Em entrevista ao nosso colaborar mais do que especial, jornalista Demitri Túlio, Luizianne abre o verbo. Conta, por exemplo, que, vez em quando sente falta da liberdade pessoal. Não esconde situações difíceis à frente da administração que a levaram, vez por outra, a momentos de depressão. Ela, no entanto, projeta um segundo período de "consolidação administrativa".

Sobre João Alfredo, ex-aliado e o vereador mais votado em Fortaleza, não poupa: espera uma oposição sectária. Luizianne anuncia também reestruturação das Regionais. Além disso, o novo perfil dos titulares das Regionais deverá ser "menos político e mais técnico". Na gestão que está terminando, alguns "se investiram mais de poder do que a própria prefeita."

Consolidada como liderança na capital cearense, Luizianne Lins afirma que ganhou a eleição no primeiro turno por méritos de quem demonstrou compromisso com a cidade. Não há, segundo a petista, projeto individual de poder, beneficiamento de grupo político ou mágica de marqueteiro.

BLOG - Um "prefeitinho" às vezes tem mais poder que a prefeita. As secretarias regionais vão passar por reformulação?

Luizianne Lins - Olhe, visitei em 2006 uma experiência em Rosário na Argentina. Lá, eles estão há 16 anos descentralizando as "regionais". De lá trouxemos a experiência da praça de atendimento inteligente. Já estamos experimentando na Regional VI. Na hora que a pessoa chega e diz o que quer, a demanda dele entra em um sistema e uma senha eletrônica o direciona para a fila que tem menos gente para ser atendida. É para resolver seus problemas de maneira menos demorada. Estamos utilizando verbas do Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Financeira. É um programa de modernização da gestão de uma forma geral. A idéia também é criar outras duas regionais para dividir o trabalho da VI, que é maior territorialmente, e a V. As regionais serão mais fortalecidas no sentido da execução. Planeja-se em uma secretaria temática, no governo e se executa na regional. Para isso, retomaremos o Instituto de Planejamento de Fortaleza (Iplanfor). Na secretaria regional se terá menos margem de se fazer políticas individuais.

BLOG - Isso aconteceu na primeira gestão?

Luizianne Lins - A gente observou que há uma tendência disso acontecer. Eu costumo dizer que uma regional é a segunda maior cidade do Ceará depois de Fortaleza, porque no mínimo você tem 350 mil pessoas. Se não cuidar, ele vira um "prefeito" e você terá seis cidades segregadas.

BLOG - Na eleição passada a senhora tinha outros aliados, nessa vive outra realidade. Que filme passa na cabeça?

Luizianne Lins - Na verdade, nós perdemos pouca gente. Havia três figuras públicas que nos apoiavam mais diretamente, afora uma militância que está toda na campanha. Era o João Alfredo (hoje PSol), o Pinheiro (Francisco Pinheiro, hoje vice-governador) e o Sérgio Novais. O João Alfredo e o Renato Roseno foi uma separação política muito doída, mas a gente está muito feliz porque somos os mesmos com as mesmas pessoas que estão em volta e enfrentando o desafio de ser governo.

BLOG - A senhora chamaria os dois para um trabalho na Prefeitura?

Luizianne Lins - Eu tenho achado as posições deles muito sectárias, muito esquerdista e não de esquerda. Esquerdista como dizia o camarada Lênin: "esquerdismo é doença infantil do comunismo". Os quadros políticos do PSol não vêem nada de bom no governo Lula! Como não? Não há mediação nenhuma na crítica. Como achei também um absurdo, acusarem a Prefeitura de estar pressionando servidor para apoiar a reeleição. Nunca, nunca, a Prefeitura foi tão isenta no processo eleitoral. Constituímos uma ouvidoria eleitoral, fizemos uma cartilha de orientação e distribuímos com todos os servidores: comissionados e não comissionados.

BLOG - Como a senhora imagina a oposição que João Alfredo fará na Câmara Municipal?

Luizianne Lins - Acredito que a postura dele tem sido muito intolerante ao grupo que ficou.

BLOG - Sua vida mudou totalmente, principalmente agora. A senhora não tem mais tanta liberdade como antes. A senhora tem alguma saudade de outros tempos?

Luizianne Lins - Eu sempre fui uma pessoa do mundo, sempre ganhei o mundo e transitei em todo canto. O maior sacrifício pra mim é essa ausência de poder estar em qualquer lugar, a qualquer hora da forma que eu quiser estar. Sinto falta. Já aconteceu caso como num dia em que sai andando no aeroporto velho (Pinto Martins), sozinha, e as pessoas começaram a olhar para mim. Me senti estranha e comecei a olhar a roupa para ver se tinha algo sujo ou errado. Comecei a ficar preocupada. Quando alguém gritou "olha a Luizianne", caiu a ficha. Eu tinha esquecido que era prefeita! Eu sinto falta dessa liberdade.

BLOG - Tiveram momentos em que a senhora pensou em desistir da reeleição?

Luizianne Lins - Eu passei alguns dias muito mal. Era o sentimento de saber se eu queria como pessoa, como ser humano, se deveria renovar esse compromisso com o povo. Eu levo muito a sério isso, não é brincadeira ou ganância barata por poder. Eu vejo como missão a minha vida pública toda. Sinto saudades da universidade (UFC), quero voltar a estudar. Me organizei mentalmente para terminar o primeiro mandato e ir terminar meu mestrado em Filosofia Contemporânea, depois ir fazer meu doutorado fora do Brasil. Passar uns dois anos fora do Brasil. Veio essa missão e de qualquer maneira a gente acabou não construindo alternativa para continuar o projeto. Era muito coisa para fazer e priorizar. Era a cidade quebrada financeiramente. Havia o dilema de você ter feito tudo e entregar de mão beijada. Saneamos as contas, pagamos 95% das dívidas de curto prazo. Se há uma coisa que fiz, foi correr atrás de dinheiro para assegurar recursos. Hoje tenho 60 milhões para fazer os Cucas com o dinheiro do BID; tenho já aprovado o Transfor; 40 milhões para o Hospital da Mulher; 5 milhões para o calçadão da Praia de Iracema e 22 milhões que sairá depois da eleição para urbanizar o resto da Praia de Iracema. Os nós grandes da cidade estamos enfrentando como é o caso da Vila do Mar, a Rosalina onde construímos 1802 casas - maior que Nova Jaguaribara.

BLOG - O governador Cid Gomes (PSB) deverá ser candidato à reeleição em 2010. Ele é seu candidato?

Luizianne Lins - Se for candidato à reeleição, ele é meu candidato. Acredito que não vá ter grandes alterações. A única coisa que poderia acontecer, é uma hipótese que eu não acredito, de o PSDB querer se coligar com a esquerda. Nós não iremos se coligar com o PSDB em nenhuma hipótese. Ainda mais porque além de tudo - do ponto de vista político -, o PSDB é muito ruim.

BLOG - As declarações do deputado federal Ciro Gomes (PSB) elogiando seu carisma é um aceno?

Luizianne Lins - Eu tenho dito em relação a ele que não me interessa o que ele pensa ou diz. Não dou a menor notícia. Ainda mais, além de me atacar, diz que ganhei por causa do Duda Mendonça. É uma falta de respeito. Achei leviano o tom desrespeitoso que ele utilizou contra mim e o governo. Foi mal educado ao me chamar de "coronel de saia", "stalinista", "Fortaleza puteiro a céu aberto", que Duda Mendonça elegeria até um "tolete de cocô". Definitivamente, ele não é referencial para mim.

BLOG - A senhora se deprimiu nessa campanha?

Luizianne Lins - Eu passei 20 dias deprimida. Era uma angústia pessoal, não era política. Fiquei muito angustiada sem saber se queria ou não queria retomar esse compromisso com o povo. Faço política com a alma, é muita responsabilidade. Comecei tudo muito cedo e nunca tive padrinho político. Fui eleita vereadora com 26 anos, fui eleita prefeita com 36, hoje tenho 39 anos. Fui a mais votada do PT com 26 anos, passei 10 anos no parlamento e quatro anos de governo. Não deixa de ser sacrifício muito grande para quem não é corrupto e não vê o governo como um negócio. Para você ter uma idéia, não tirei um dia de férias e até nas viagens havia compromissos políticos. Eu não desligo, eu sou assim.

BLOG - No começo da campanha, a imprensa e os analistas políticos diziam que a senhora não seria eleita. A senhora fazia que leitura?

Luizianne Lins - Eu sempre estive tranqüila, da mesma maneira que em 2004. O mesmo sentimento que eu ia ganhar a eleição. Comecei com 30% das intenções de votos segundo o Datafolha. Era um empate com o Moroni, que vive numa eterna expectativa e eu que estou no olho do furacão! A oposição apostava no fracasso e que o ciclo deles voltaria. O desastre não se consolidou porque demonstramos pulso e determinação. De 2004 pra cá eu era a única mulher prefeita de capital do Brasil e a mais nova. Não é uma situação confortável, tem uma série de preconceitos. Era um desafio que conseguimos vencer. Olha, o Duda Mendonça não venceu a eleição. A "Duda Mendonça" fez a campanha. O Duda foi consultor. Quem fez a campanha foi o mesmo pessoal que fez a campanha de 2004. O Joe Pimentel, a Isabela, o pessoal de rádio da campanha passada. A todo momento teve uma interação, o slogan inicial foi mudado a pedido nosso, o fundo do material de propaganda, o posicionamento estratégico no primeiro momento. Ele achava que tinha de rebater críticas e seguramos porque eu disse que não ia polarizar com ninguém. Não ia responder besteira.

BLOG - De quem foi a decisão que você iria para os debates?

Luizianne Lins - Minha. Eu disse que não ia faltar a nenhum debate porque nunca tive medo de debate. Decidi por respeito ao povo e disseram que eu queria me fazer de vítima.

BLOG - Qual vai ser o papel do Tin Gomes como vice?

Luizianne Lins - O papel dele político a gente vai discutir posteriormente. A idéia é que ele cumpra um papel de auxiliar à prefeita e colabore com a cidade. Está sempre à disposição da cidade, sem ficar tencionando internamente o governo. Quanto mais discreto e colaborador ele for, melhor. Não é a toa que quando nos foi oferecido a vice-governadoria escolhemos o Pinheiro (Francisco). Nós pensamos em um quadro de alta qualidade política e intelectual. O Cid Gomes já me disse que eu dei pra ele o vice que pediu a Deus. Ele só colabora.

BLOG - Que música você quer ouvir amanhã (hoje)?

Luizianne Lins - Aquela do Chico Buarque: "Apesar de você amanhã há de ser outro dia/ Eu pergunto a você onde vai se esconder/Da enorme euforia? Como vai proibir/ quando o galo insistir em cantar?/Água nova brotando...".

Um Flash do Eliomar no O Povo.

13/10/08

Gabeira e Paes rompem pacto de não-agressão durante debate


Após uma semana marcada por polêmicas que colocam em xeque a capacidade de Fernando Gabeira (PV) de conquistar moradores da Zona Oeste --região que concentra 1 milhão de eleitores e graves problemas sociais--, o candidato e seu concorrente, Eduardo Paes (PMDB), romperam o acordo de não realizarem ataques pessoais durante o segundo turno das eleições cariocas.

Em debate realizado pela TV Bandeirantes, na noite de domingo, Paes chegou a pedir tranquilidade ao rival e criticar o clima de "agressõezinhas pessoais". Desde os primeiros momentos do encontro, Gabeira demonstrou ter sido abalado pelos rumos de sua popularidade na Zona Oeste.

Depois de afirmar que uma vereadora aliada era "analfabeta política" e tinha "visão suburbana", em conversa telefônica flagrada por jornalistas, e ter enfrentado manifestação de moradores da região --investigada pelo Tribunal Regional Eleitoral por suspeita de envolvimento do PMDB-- Gabeira classificou a campanha de segundo turno como "negativa" e de "baixo nível".

Por duas vezes, ele reclamou por ter sido chamado de "macaco Tião da classe média" em evento político de Paes. Gabeira afirmou que o adversário está atiçando a população contra ele.

A duas semanas do fim da eleição, os candidatos acirraram o nível do embate, trocando acusações sobre seus apoios partidários e sobre o perfil de político que representam.

Após Gabeira ter respondido quais projetos parlamentares de sua autoria beneficiaram a cidade --os herbários do Jardim Botânico e do Museu da Quinta da Boa Vista, a construção do Centro Cultural Tom Jobim no Jardim Botânico e a captação de recursos para programas voltados a "jovens marginais"-- o peemedebista replicou com ironia:

"Eu tenho me dedicado a essa cidade. Eu não fiquei só me preocupando com herbário do Jardim Botânico, que é até uma iniciativa importante, mas eu me preocupei com a saúde da população, com os problemas que essa cidade enfrentava".

Paes acusou Gabeira de fazer "turismo eleitoral" no Rio, de se preocupar com "problemas intergalácticas", de ser uma pessoa distante da realidade carioca e de ter "propostas pitorescas": "Às vezes acho que Gabeira está descobrindo o Rio de Janeiro".

Por Carla Marques

12/10/08

OPINIÃO - MARTA: UMA ESCOLHA INTELIGENTE


Chegou a hora deste cearense aqui meter o bedelho nas eleições de São Paulo. Deu segundo turno lá e o imprensalão comemorou junto com a socialite, o fato de Kassab (DEM) ter saído na frente de Marta (PT) com 33,61% dos votos válidos contra 32,79%, uma diferença ínfima de 0,82%. Hebe e D’Urso quase morreram de alegria.

Acesso grátis a internet

Assistindo ao debate transmitido pela Rede Bandeirante, hoje, 12, entre os dois candidatos, Kassab refutou o projeto de Marta que visa o acesso gratuito a internet, um projeto que beneficia milhões de jovens que precisam e não dispõem de recursos para pagá-la, como um instrumento de socialização, pesquisas e divertimento.

Kassab disse que melhor seria gastar os recursos do “pograma” em Hospitais - certamente para ter mais oportunidades de fazer como fez com o infeliz na fila de atendimento (na foto acima), por ter simplesmente protestado o fato de ter ficado sem seu ganha-pão. Quase foi linchado após ter sido chamado de "vagabundo" por ele, lembram?

Gilberto Kassab mesmo sendo beneficiado pelo mediador Boris Casoy, foi atropelado pela Marta Suplicy em vários momentos, principalmente quando ela questionou o fato dele ter devolvido um projeto que aumentava para seis meses a licença-maternidade e agora, em plena campanha, mandou que o projeto retornasse mostrando se tratar de um demagogo num gesto meramente eleitoreiro. Outra coisa, foi o santo que eu vi hoje, totalmente diferente do demônio transtornado que quase engoliu o pobre infeliz no episódio da foto acima.

Se São Paulo souber votar vota em Marta 13. Ela reúne as melhores condições de fazer um excelente governo, além disso, é equilibrada e tem o presidente Lula ao seu lado, querem mais?!

Por Carlinhos Medeiros no Notícia Grátis

11/10/08

Os números do Segundo Turno


As pesquisas estão de volta. Sairam as primeiras sondagens sobre a disputa de segundo turno, apontando, segundo o instituto Datafolha, um quadro de liderança folgada de Gilberto Kassab em São Paulo e de indefinição absoluta no Rio de Janeiro.

Na capital paulista, onde PT e DEM se pegam, o atual prefeito Gilberto Kassab larga com vantagem de 17 pontos sobre Marta Suplicy. Ele com 54% das intenções de voto, ela com 37%.

O Datafolha ouviu 1906 eleitores, entre terça-feira e ontem. O número parece forte, mas deve-se ter um pouco mais de calma com relação à campanha, porque acho possível um crescimento da candidatura de Marta. Se vai ou não ameaçar Kassab é uma questão que o tempo ajudará a esclarecer.

Já no Rio, Fernando Gabeira, do PV, e Eduardo Paes, PMDB, aparecem tecnicamente empatados. Gabeira com 43%, Paes com 41% das intenções de voto.

No cenário de indefinição que este caso apresenta, é mais prudente esperar que a campanha se desenvolva para fazer uma previsão melhor. Será ainda necessário mensurar o peso que terá para Gabeira o apoio anunciado do atual prefeito César Maia, do DEM, para o bem e para o mal.

Eduardo Paes, um ex-tucano que virou lulista de carteirinha, ainda espera pelo apoio do presidente para turbinar sua candidatura. É possível, no entanto, que Lula opte por ficar distante da disputa no Rio, sob o argumento de que o PV de Gabeira também faz parte da base.

No Rio, foram ouvidos 1.304 eleitortes, também na terça e ontem. A margem de erro é de 3 pontos, para mais ou para menos.

Por Guálter George

Técnicamente Empatados(?) - Margem de erro’ é golpe para induzir o eleitor?


As mídia, como sempre, tenta manipular a sociedade na tentativa de fazer prevalecer os candidatos que lhe interessa que vençam.

Além das conhecidas estratégias midiáticas de inflar ou diminuir notícias negativas ou positivas para os candidatos em benefício de alguns deles, pode estar em curso uma estratégia que acho que já foi usada outras vezes pelos panfletos político-ideológicos das famílias Marinho, Civita, Frias, Mesquita e assemelhadas.

Como vocês sabem, os institutos de pesquisa são apêndices da imprensa golpista de direita. Ibope e Datafolha, por exemplo. Não me espanta, pois, o que podem estar fazendo.

Tenho ao menos uma evidência concreta de uso de pesquisas para induzir o eleitorado. No fim de 2005, no auge do “escândalo” do suposto “mensalão”, Ibope e Datafolha falsificaram uma expressiva queda de popularidade de Lula. Cerca de um mês depois, em janeiro de 2006, pesquisa CNT-Sensus mostrou disparada das intenções de voto em Lula.

Durante o período da “queda” de Lula e de sua espetacular “recuperação” só aconteceram as festas de fim de ano. Nada explica, até hoje, aquela “recuperação” espantosa da popularidade do presidente, pois naquele período nada aconteceu.

A partir dali, formei a convicção de que não é só nos países nossos vizinhos que os institutos de pesquisa da direita falsificam resultados para favorecer os candidatos conservadores. Tenho ao menos uma evidência de que, neste ano, a manipulação das pesquisas voltou a ocorrer. Essa evidência está no processo eleitoral de São Paulo.

Por certo há casos por todo o país, mas não tenho como falar sobre outras cidades porque não lhes conheço as realidades. Assim, usarei o exemplo de São Paulo. Além disso, se eu discorresse sobre Recife, por exemplo, desagradaria o leitor de Porto Alegre, e por aí vai.

Aqui em Sampa, descobriu-se que a mídia, mais do que tucana, é serrista. Acredite quem quiser: o governador José Serra, em São Paulo, virou uma instituição. A mídia está atacando até o companheiro de partido dele, Geraldo Alckmin, para privilegiar seu pupilo ultraconservador Gilberto Kassab.

E, desta vez, a manipulação de pesquisas parece ser a estratégia escolhida, em detrimento da estratégia surrada de “desconstrução” dos adversários do político beneficiário das manipulações eleitorais midiáticas.

A uma semana das eleições municipais em primeiro turno, uma análise das pesquisas Ibope e Datafolha, que vêm sendo divulgadas semanalmente já há algum tempo, mostra que as tendências dessas sondagens, tendências insinuadas pelas “margens de erro”, jamais se consolidam.

Ora, se durante três, quatro pesquisas consecutivas a tendência que aparece é de subida ou descida deste ou daquele candidato, teria que haver a materialização dessa tendência em números fora da “margem de erro”, mas os resultados, que favorecem o candidato da mídia, Gilberto Kassab, ficam sempre dentro da tal margem.

Faz cerca de um mês divulguei aqui um alerta sobre pesquisas para a campanha de Marta Suplicy, na esperança de que seu marido, Luis Favre, que deve ler o Cidadania porque já reproduziu textos meus em seu blog, lesse e passasse o texto ao comando da campanha de sua mulher ou a ela mesma.

A tranqüilidade que Marta vem exibindo pode significar que o comando de sua campanha já fazia ou passou a fazer o que recomendei, ou seja, fazer pesquisas paralelas por conta da inconfiabilidade dos números do Datafolha e do Ibope.

Daqui a exatos sete dias, se o que acredito que pode estar acontecendo estiver realmente acontecendo, ou os resultados da eleição em primeiro turno divergirão das projeções do Datafolha ou do Ibope que colocam Kassab à frente de Alckmin e que mostram que Marta perde para ambos no segundo turno “dentro da margem de erro”, ou as pesquisas que antecederão o pleito apresentarão uma alteração dentro dessa “margem” que recolocará as coisas em seu lugar.

Provavelmente o mesmo deve estar acontecendo em várias outras cidades e se alguém tiver conhecimento de casos similares e quiser relatá-los aqui, terá espaço neste post, ou seja, reproduzirei outras denúncias sobre manipulações parecidas.

Não sei até que ponto as manipulações de pesquisas estão ocorrendo, mas acredito que, a partir de determinado nível de manipulação, crimes eleitorais poderão estar sendo cometidos, o que permite que, na condição de presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia, eu cogite fazer representação à Justiça Eleitoral para que se investigue.

Do Cidadania.com no Rede Blogo.

10/10/08

AVISO - A PARTIR DE HOJE ESTAMOS PARTICIPANDO DO REDE BLOG´S


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REDE BLOGO

09/10/08

Pagando Pecado - De senadora a vereadora


A ex-senadora Heloisa Helena (PSOL),foi eleita no seu curral eleitoral, vereadora mais votada em Maceió. Depois de eleita, criticou a legislação eleitoral e disse que o voto de legenda é imoral, por causa do coeficiente eleitoral. Segundo ela, "esse casuísmo" permite que um candidato muito bem votado, ceda a vaga para outro muito menos votado.

"A soma dos votos de legenda é imoral. Eu poderia ter sido a campeã de votos, com 18 mil votos, e não ter sido eleita", justificou Heloísa, em entrevisa ao "Jornal da Pajuçara Manhã", da TV Pajuçara, afiliada a Rede Record. Ainda sobre a eleição, ela disse que não é justo que um candidato com cinco mil votos não tenha conquistado uma cadeira na Câmara e outro, que tenha pouco mais de 400 votos, tenha sido eleito, por conta do coeficiente do partido.

Não seria o caso de perguntar a dona Heliosa Helena que passou oito anos no Congresso, o que ela fazia por lá, que nada fez para mudar esse casuísmo eleitoral?".

Por: Helena™

08/10/08

Escrevendo a História : Acertos e erros das esquerdas na eleição 2008

As forças de esquerda que apóiam o governo Lula, seja de forma incondicional ou com posturas mais críticas, saíram-se bem no primeiro turno das eleições. O PT, com as suas várias tendências internas, foi o partido que mais cresceu. Dos atuais 391 prefeitos, pulou para 548, venceu em seis capitais e disputará em outras três. O PCdoB elegeu 39 prefeitos (em 2004 fez só 10), reelegeu o prefeito de Aracaju e concorrerá em São Luís. O PSB pulou de 214 para 309 prefeitos, reelegeu dois em capitais e disputará outras três. E o PDT, mais acuado, subiu de 311 para 344 prefeitos.

Com base na crescente popularidade do presidente Lula e também nas experiências positivas de algumas administrações, além de outros fatores, o PT retomou sua trajetória eleitoral ascendente, recuperando-se da grave crise vivida em 2005-2006. Já o PCdoB, com a sua tática eleitoral mais ousada, apareceu com fisionomia própria em cidades-chaves, projetou lideranças e se cacifou na disputa pela hegemonia. E o “bloco de esquerda”, unindo PSB, PDT e PCdoB, ganhou maior musculatura e pode exercer um papel mais incisivo na sua relação com o PT e o governo Lula.

Esforço para derrotar a direita

Na justa batalha por se firmar no cenário político, os partidos de esquerda nem sempre estiveram unidos nas disputas municipais. No geral, porém, predominou o bom senso nas alianças visando evitar vitórias da oposição liberal-conservadora. Este esforço garantiu, por exemplo, o apoio do PT aos comunistas em Aracaju e São Luís. Já o PCdoB retirou as suas candidaturas próprias para impulsionar candidatos petistas mais bem situados em várias capitais. Sem esta conduta madura e unitária seria bem mais difícil a situação de Walter Pinheiro (BA) e Marta Suplicy (SP), só para citar dois casos emblemáticos. A união em Salvador ajudou a “dar uma surra” em ACM Neto.

No caso de Porto Alegre, era indispensável a prova das urnas. As duas candidatas estavam bem posicionadas nas pesquisas, mas a eleição confirmou a força do PT gaúcho. Mesmo assim, vale registrar as baixarias cometidas pela campanha petista, arranhando a unidade das esquerdas. Já em Florianópolis, ficou patente a postura hegemonista do PT, que optou por um candidato com pouca densidade eleitoral e, com isso, foi culpado pela esquerda não ir ao segundo turno. O caso mais grave de divisão das esquerdas, porém, ocorreu no Rio Janeiro, a estratégica capital carioca. Nela se cometeu um verdadeiro crime político, com graves conseqüências no futuro.

A tragédia do Rio de Janeiro

Não faltaram alertas de que a fragmentação das esquerdas cariocas poderia resultar na vitória da direita. O próprio presidente Lula sugeriu ao PT o apoio à comunista Jandira Feghali, mais bem posicionada para a disputa. Outras lideranças petistas, como o ex-ministro José Dirceu, também tentaram viabilizar esta aliança. O PCdoB retirou a sua candidatura em São Paulo como prova do empenho nesta costura. Mas todo o esforço foi em vão. Vingou a visão partidista e hegemonista mais tacanha. O PT, além do PSOL e do PDT, bancaram candidatos sem condições de disputa. Resultado: um peemedebista com passado de direita e um tucano-verde estão no segundo turno.

O renomado intelectual Emir Sader lamentou o desfecho. “Mais uma vez os cariocas de esquerda ficam sem candidato no segundo turno e a cidade é entregue à direita. Responsabilidade grave da esquerda realmente existente, que não soube estar à altura do Rio de Janeiro, parecendo que tem mais amor as suas candidaturas e seus partidos do que à cidade, que pede aos gritos um governo de esquerda... Quem não se deu conta que a candidata Jandira Feghali era a melhor colocada para chegar ao segundo turno demonstrou grave desvinculação da realidade”. Ele não vacila em tecer duras críticas ao PT, mas também ao PSOL, PDT e PCB, culpando-os pela vitória da direita.

No mesmo rumo, o blog “Amigos do presidente Lula” também postou o seu desabafo. “Por falta de visão, o PT deixou de se aliar com Jandira Feghali (PCdoB) no primeiro turno. Jandira já foi candidata à prefeita em 2004 e teve mais votos do que Jorge Bittar, do PT. Ela foi candidata ao Senado em 2006. Perdeu no interior, mas foi a mais votada na capital. Já tinha uma candidatura com forte base eleitoral construída. Se Alessandro Molon (PT) fechasse a coligação com Jandira, ela teria mais tempo na TV e cresceria na disputa”. Mas o PT preferiu lançar candidato próprio e agora terá que optar entre Eduardo Paes, o “menos pior”, e o tucano-verde Fernando Gabeira.

O fiasco da “frente de esquerda”

Ainda no campo das esquerdas brasileiras, vale analisar o desempenho do PSOL, PSTU e PCB, que promovem uma oposição frontal ao presidente Lula, desconsiderando a atual correlação de forças no Brasil e na América Latina e a natureza hibrida deste governo. Na eleição presidencial de 2006, os três partidos montaram a chamada “frente de esquerda”, que ficou em terceiro lugar com a candidatura da ex-senadora Heloísa Helena e conquistou mais de 6,5 milhões de votos. Já nas eleições municipais deste ano, a aliança implodiu devido a inúmeras divergências de projeto. Ela só vingou em onze capitais; no restante, o tiroteio entre os três partidos foi intenso e fratricida.

Para sair do isolamento, o PSOL optou por uma tática mais ampla de alianças. Até o Movimento Esquerda Socialista (MES), da deputada Luciana Genro, aliou-se com PV, que em vários estados integra a oposição liberal-conservadora – em São Paulo, por exemplo, apóia o demo Kassab. Já o PSTU, totalmente avesso às alianças, espinafrou o seu antigo parceiro. Num documento público, criticou a direção do PSOL, que “realiza coligações com os partidos burgueses, que inclusive integram a base de sustentação do governo Lula”. O PCB, por sua vez, manteve a sua trajetória errática e preferiu demarcar posições, lançando candidatos próprios e sem densidade eleitoral.

A ausência de tática política

O resultado final deverá gerar acirrados debates no interior dos três partidos. O PSOL, que teve enorme visibilidade na sucessão presidencial, não elegeu prefeitos e fez apenas oito vereadores em capitais. Heloísa Helena, símbolo da “frente de esquerda”, teve 29 mil votos e será vereadora em Maceió. Já o PSTU não elegeu sequer vereadores. Até agora, o seu site não divulgou balanço crítico da sua campanha. E o PCB retrocedeu, perdendo alguns mandatos. Prevendo o desastre, a sua executiva nacional emitiu um comunicado enigmático: “Independentemente dos resultados matemáticos e eleitorais dos nossos candidatos, a nossa campanha foi vitoriosa politicamente”.

Outro importante setor de esquerda, não partidário e inserido nos movimentos sociais, optou pelo abstencionismo. O MST, por exemplo, desautorizou seus militantes a se candidatarem. Ricardo Gebrim, da Consulta Popular, critica os partidos de esquerda que investem no processo eleitoral. Para ele, as eleições despolitizam a sociedade e só “discutem no âmbito administrativo, do tipo construir pontes... Não houve, nesta campanha, a discussão sobre projetos de governo”. O risco desta análise, feita por lutadores combativos, é que ela desarma a militância, não dá alternativas táticas e reforça o ceticismo. Desta forma, joga os movimentos sociais no isolamento político.

Por Altamiro Borges

TÚNEL DA HISTÓRIA - OS DESAFIOS DA ESQUERDA


Cada vez mais temos de tomar consciência da importância da esquerda no mundo atual em que vivemos. É imprescindível que a sociedade se consciencialize desse fato, de forma a conseguir desviar a rota do planeta por um outro caminho mais justo, mais igual e mais livre para todos. A nossa civilização corre perigo não só pelas alterações climáticas, mas também devido aos grandes desequilíbrios socio-económicos.

Um mundo com tantas desigualdades crescentes é cada vez mais instável e a instabilidade implica perigo de existência. Se é certo que a sociedade atual ocidental (o terceiro mundo merece uma menção à parte) já não padece das graves desigualdades do princípio do séc. XX, também é certo que a maior parte das causas que deram origem às revoluções nessa época, continuam vigentes. Continuam a existir grandes desigualdades sociais, mas o mais preocupante é que, de uma época com tendência à diminuição dessas desigualdades (por iniciativa da esquerda), passámos a uma época em que, pelo contrário, as desigualdades tendem a aumentar (por iniciativa da direita). A este fato temos de acrescentar o retrocesso nos direitos laborais (fundamentalmente), o esvaziamento da saúde no plano social e o crescente desemprego.

A esquerda é imprescindível para, em primeiro lugar, manter as conquistas sociais que tanto custaram a conquistar, e em segundo lugar, para conseguir todos aqueles objetivos justos e legítimos que não se puderam alcançar. A esquerda defende uns ideais que beneficiam a maioria da humanidade em detrimento de uma minoria que, em qualquer caso perderiam os seus privilégios mas, uns privilégios injustos.

Pelo atrás exposto, é fácil deduzir que a esquerda tem pela frente uma árdua tarefa a nível nacional e internacional. São muitos os desafios que tem de enfrentar. Prioritariamente, deve centrar-se na conquista das liberdades de imprensa e de expressão. Deve lutar para que os meios de comunicação não estejam monopolizados pelo poder económico e sejam livres de qualquer manipulação.

Enquanto estas não existirem verdadeiramente, os princípios ideológicos da esquerda nunca poderão chegar à maioria da população. A esquerda deve tentar, por todos os meios possíveis e com inteligência, imaginação, originalidade e insistência, fazer-se ouvir.

Deve remar contra a maré mais do que nunca, ser mais ativa do que nunca em todas as frentes, aproveitando as possibilidades das novas tecnologias da informação como a Internet (participando em todos os fóruns possíveis, inclusivamente nos dos meios de comunicação oficial) sem nunca descuidar as “velhas formas de ativismo”.

Porque o Mundo é de todos e não só de alguns!

Por ZEPOVO

El País : Lula colhe os frutos das políticas de Estado aplicadas no Brasil


E o presidente mais popular do continente - em 13 de outubro receberá em Toledo (Espanha) o Prêmio Dom Quixote -, que lidera uma idéia de esquerda distante do populismo, está colhendo os frutos semeados por ele mesmo.

O presidente do Brasil gosta de dizer que "Deus é brasileiro". E os que o escutaram nos últimos dias durante a campanha para as eleições municipais, realizadas no domingo, começam a se perguntar até que ponto Luiz Inácio Lula da Silva fala brincando ou a sério. Porque a verdade é que o gigante sul-americano, eternamente a ponto de decolar, parece ter alçado vôo definitivamente. E não só em termos econômicos ou de estabilidade política. O Brasil assumiu a responsabilidade de exercer ativamente a liderança regional, pondo em prática uma doutrina empunhada por todos os governos do país, segundo a qual a América do Sul é a área de influência estratégica desse país.

Vendo a trajetória do Brasil nos últimos anos, poucos lembram que apenas em 2002, quando Lula estava prestes a chegar à presidência do país na liderança do Partido dos Trabalhadores(PT), o ex-sindicalista passou as últimas semanas de sua campanha eleitoral tranqüilizando os mercados financeiros e garantindo que o Brasil mudaria, mas as regras do jogo seriam respeitadas. Lula demonstrou que no Brasil existe uma realidade rara na América Latina: políticas de Estado.

E o presidente mais popular do continente - em 13 de outubro receberá em Toledo (Espanha) o Prêmio Dom Quixote -, que lidera uma idéia de esquerda distante do populismo, está colhendo os frutos semeados por ele mesmo. Mas também assistiu à concretização de grandes projetos iniciados por seus antecessores.

O Brasil se sente forte e seus vizinhos confiam nele. Um exemplo: a imagem registrada há duas semanas do presidente boliviano, Evo Morales, sentado à mesa de negociação junto com dirigentes regionais que negam sua autoridade e lideram um conflito que ameaça se transformar em guerra civil, só é explicável pela intervenção direta do presidente brasileiro e seu Ministério das Relações Exteriores.

Outro dado: na semana passada, Lula transformou a cidade de Manaus no epicentro da futura rede de comunicações transamericana. No mapa, Manaus encontra-se literalmente sepultada pela selva amazônica, mas o projeto brasileiro não foi recebido com a menor sombra de ceticismo por seus vizinhos, como teria ocorrido há alguns anos. As propostas brasileiras já não provocam um levantar de sobrancelhas irônico entre os diplomatas vizinhos, especialmente os do sul.

Mas a excelente imagem internacional do presidente - muito melhor que no interior de seu país, como costuma acontecer - não basta para justificar esse doce momento brasileiro. Com uma economia que atua como um grande aspirador, o Brasil capta US$ 90 de cada US$ 100 que chegam à América do Sul em forma de investimento estrangeiro. Seus 180 milhões de habitantes e uma segurança jurídica só igualada pelo Chile na região transformam o país em um dos mercados mais atraentes do mundo.

Há décadas começou a pesquisar os biocombustíveis. Hoje é o maior produtor de etanol do mundo e praticamente todo o seu parque automobilístico funciona em maior ou menor grau com combustíveis não derivados do petróleo. Os EUA não duvidaram - ou não tiveram outro remédio - em procurar Lula como aliado para lançar os biocombustíveis em escala mundial e o brasileiro aceitou o convite, consciente de que a energia lhe permitirá aumentar de maneira decisiva a influência de seu país no continente.

Apesar de vir de uma esquerda combativa como é o sindicalismo brasileiro, Lula - ao contrário do que fazem muitos presidentes sul-americanos - não faz distinções a priori entre amigos e inimigos. Esse presidente que só fala português tem uma boa relação com mandatários de todo o espectro político, de George W. Bush a Hugo Chávez. E ao mesmo tempo o Brasil se expressa com toda a dureza quando considera necessário. Da mesma forma lança advertências à Venezuela sobre seu papel na Bolívia ou aplica medidas de estrita reciprocidade no tratamento de cidadãos de países como Espanha, Canadá e EUA. Nas fronteiras brasileiras todos os cidadãos americanos devem ser submetidos ao mesmo processo - perguntas, impressões digitais eletrônicas, fotos e pagamento de taxas - por que passam os brasileiros quando chegam aos EUA.

Lula continuou e deu novos argumentos a uma tarefa iniciada por seus antecessores e que é fundamental para conquistar a liderança regional. O Brasil chefia a alternativa mais séria e viável ao projeto americano que prevê uma área de livre comércio do Alasca à Terra do Fogo. Evitando a tentação de recorrer só à ideologia, o presidente brasileiro pôs sobre a mesa números, dados e resultados para defender que essa fusão ocorra em blocos: um dos maiores, o Mercosul, é liderado pelo Brasil. E quando é necessário adota boas idéias alheias que acabarão aparecendo como suas. Assim, na semana passada Lula aprovou a criação do Banco do Sul, uma idéia de Hugo Chávez, da qual o brasileiro retirou toda a carga antiamericana.

A diferença fundamental entre o Brasil e seus vizinhos é que o primeiro vê a jogada de longe. Lula encarou um novo movimento americano que, embora não cause preocupação do ponto de vista prático, o faz enquanto símbolo. Washington decidiu reativar sua IV Frota baseada na Flórida, mas será destinada a patrulhar as águas do Atlântico Sul. Exatamente águas nas quais o Brasil descobriu reservas de petróleo que estariam entre as maiores do mundo. "Estamos preocupados", reconheceu o presidente brasileiro à imprensa local. Para o Brasil, o Atlântico Sul se transformou em uma área de interesse estratégico e só está disposto a dividi-la com a África do Sul, país com que estreitou relações político-econômicas de forma exponencial nos últimos anos, e se resigna à crescente presença britânica em uma extensa área ao redor das ilhas Falkland/ Malvinas.

O Brasil tem boa imagem e Lula sabe aproveitá-la. Tarimbado em décadas de discussões políticas e em seu segundo e último mandato, o inquilino do Palácio do Planalto aprendeu a tourear com as questões espinhosas. "Crise? Pergunte ao Bush. A crise não é minha", responde quando interrogado. Jornal El País .

Por: Helena™ - soldadonofront

Opinião - Serra exagera ao negar "coronel" no PSDB-SPO


O governador tucano José Serra que me desculpe, mas dizer que o PSDB de SP não tem coronel e nem "dedazo" é um exagero, para dizer o mínimo.

Basta perguntar para os alckmistas que não se cansaram de denunciar, antes do 1º turno, e durante a força das máquinas da prefeitura e do governo do Estado usadas contra eles, a pressão sobre os candidatos a vereador do PSDB, e o papel dos secretários municipais tucanos da Capital no apoio ao prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, do DEM-PSDB.

Aliás, por falar em máquina, Serra deu essas declarações durante visita a obras do governo do Estado em companhia de Kassab. Imagina se fosse o Lula com a candidata do PT, Marta Suplicy! Teríamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seu presidente, e a Folha de S.Paulo gritando para todo o país que é uso e abuso da máquina, que não pode, que é ilegal...além de representações de deputados tucanos à justiça eleitoral.

Antes da campanha, o TSE e a mídia fizeram marcação cerrada, total contra o PT, o presidente da República e seus ministros, lembram-se? Eles não podiam sequer viajar, inspecionar ou inaugurar obras, que já eram acusados de cometer irregularidades, de estar usando a máquina. Agora Kassab faz campanha dentro de creches, em obras da prefeitura e nada...fora que o PSDB e o DEM usaram e abusaram da máquina em todo o país. Mas, neste caso, da mídia, nada. Um silêncio total.

Por ZD

Marta diz que Kassab "não tem imagem própria" e que vai virar disputa


No segundo dia de campanha do segundo turno, a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, visitou a região de Itaquera, na zona leste da capital, e voltou a criticar seu rival eleitoral.

Perguntada sobre a aproximação entre o seu rival Gilberto Kassab (DEM) e o governador José Serra (PSDB), alfinetou: "Quem não tem imagem própria tem que se associar a alguém". A frase taxativa encerrou a entrevista coletiva que a candidata deu pela manhã em associação de idosos da Cohab 1.

O curioso é que uma das estratégias de Marta, como de vários candidatos petistas, é colar sua imagem à do presidente Lula, em alta nos levantamentos de popularidade, seja em comícios e em declarações públicas.

Pela segunda vez em dois dias, Marta pegou a avenida Radial Leste para fazer campanha na região que, junto com a zona sul da capital, deu para ela a votação mais expressiva no primeiro turno.

"Pretendo conquistar os eleitores de todas as áreas; tenho proposta para todos", respondeu quando questionada sobre por que escolheu fazer campanha neste início de segundo turno em redutos onde foi bem votada - segunda-feira esteve em Cidade Tiradentes.

Por outro lado, Marta disse não temer uma falta de alianças no segundo turno: "A cúpula do partido é quem trata disso. Minha preocupação é o eleitor, ele não vê quem está apoiando quem".

Ao chegar à associação, a candidata foi cercada pelas senhoras que estavam fazendo ginástica matutina ao som de Madonna ("Like a Virgin") e Pet Shop Boys ("Domino Dancing"). Elogios não faltaram à candidata. "Você é linda, bonitinha" e "você é muito chique, queria ter segurança que nem você" foram algumas das frases.

Depois, Marta tomou um café e comeu um pão com alguns dos idosos com quem se encontrou. "Seja bem-vinda ao nosso pedaço", gritou uma delas.

Em seu discurso para as senhoras, recomendou que não ficassem em casa na frente da TV. "Eu estou na idade de vocês, mas estou na ativa, na luta. Não fico em casa fazendo bolo e cuidando dos netos. E se puder namorar melhor, né?", falou a política de 63 anos ao microfone - seu atual marido, Luis Favre, não é visto nos compromissos de campanha.

Em seguida, em caminhada pelo centro comercial de Itaquera, onde passou por um açougue, uma padaria e um boteco, além cumprimentar ambulantes.

No bar, conversando com um frequentador, ela prometeu que virar o jogo com Kassab, que venceu no primeiro turno (33% contra 32%) e está na frente nas pesquisas para o segundo. "Comecei atrás do Alckmin e viramos. Vamos lá, vamos fazer o mesmo", se entusiasmou.

Na calçada, um perueiro parou a candidata para reclamar que ficou sem emprego e sem indenização. "Eram empresas mafiosas. Fico chateada, mas não posso fazer nada. Não é a primeira vez que um perueiro me pára", tentou consolar Marta.

Mesmo no reduto petista também há os pouco simpáticos a ela. Ao entrar em uma padaria, um dos consumidores gritou: "Paga cafezinho para todo mundo, não adianta vir só para apertar a mão." Outro a chamou de "candidata Hello Kitty" e de Martaxa, apelido que ganhou dos detradores pela criação da taxa do lixo em 2003.

Por UOL

Balanço do TSE - Cerca de 1,8 mil pessoas foram presas por crimes eleitorais


Neste primeiro turno das eleições, 1.749 pessoas foram presas por cometerem crimes eleitorais, de acordo com último balanço divulgado às 18h, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 1.514 eram eleitores e 208 candidatos.

Minas Gerais registrou o maior número de detenções de candidatos, 33, sendo que 20 por boca-de-urna e arregimentação de eleitores. Em segundo, aparece o Espírito Santo, com 28 prisões e, em terceiro, Mato Grosso do Sul, com 23.

Já Espírito Santo e Rio Grande do Sul, ambos com 229 prisões, registraram mais prisões de eleitores. Em segundo lugar, Minas Gerais com 156 presos.

Da Agência Brasil

07/10/08

Anatomia Política - Pés no Chão


Tenho visto manifestações triunfalistas por parte da esquerda e gostaria de fazer um contra-ponto. De fato, a base aliada ao governo Lula ampliou fortemente sua presença nos municípios. Entre as 77 maiores cidades do país, a base aliada levou 34 vitórias no primeiro turno; a oposição levou 14. Haverá segundo turno em 29, sendo que em 15 não há candidatos da oposição.

As eleições corresponderam a uma importante vitória política para o PT e demais partidos de esquerda e a tentativa midiática de negar esse fato tem se revelado patética. As facilidades da internet estão permitindo e estimulando que as pessoas façam suas próprias contas. O site do TRE, informatizado e interativo, permite a produção de qualquer gráfico: por partido, por estado, por cidades com mais ou menos de 200 mil habitantes, por capital.

No entanto, é preciso evitar o salto alto. Tentarei destacar pontos que poucos estão abordando. Muito se tem falado da polaridade de PT X PSDB, deixando-se sempre de lado o PMDB, que seria um partido atrasado e decadente. As urnas não mostram isso. O PMDB consolida-se como o partido com maior número de votos do país e que possui o maior número de prefeituras.

Ao que tudo indica, o PMDB será o grande fiel da balança eleitoral brasileira nos próximos 4 anos. O partido elegeu 1.193 prefeitos no primeiro turno de 2008, assumindo a liderança em quantidade de votos, com 18,42 milhões de votos nominais. Em seguida, vem o PT, com 16,48 milhões de votos, mas com um número de prefeituras ainda inferior a do PSDB - os tucanos levaram 778 cadeiras, contra 545 levadas pelo PT.

Considerando o PMDB como situado bem ao centro do espectro político (e mesmo com inclinação mais à direita do que à esquerda), podendo tender para PT ou PSDB de acordo com as circunstâncias, há um equilíbrio apertado entre as diferentes correntes ideológicas.

O momento é de comemoração, certo, mas também de meditar sobre a necessidade de continuar atualizando e modernizando o discurso político, com vistas à fortalecer a esquerda e preparar terreno para as próximas décadas. O Brasil ainda possui demasiados problemas sociais a serem resolvidos antes da direita voltar ao poder e estragar tudo.

Abaixo uma tabela, com a relação de quantas prefeituras e quantos votos cada partido obteve. Repare que PMDB e PT figuram no topo da lista, com 18,4 e 16,4 milhões de votos, cada um, seguidos de PSDB e DEM, com 14,4 e 9,29 milhões de votos. A direita perdeu votos mas continua na cola. Se o PMDB virar a casaca, como acredito que fará, no caso de uma vitória de Serra em 2010, o quadro se inverterá rapidamente.


O ponto fraco do PSDB é a extrema concentração no estado de SP. Um terço de todo seu eleitorado nacional está em SP. Outros partidos têm penetração muito mais diversificada. Esse fato explica-se pelo apoio que o PSDB possui junto à mídia impressa paulista, a mais importante do país, e pelo fato do governador ser tucano e principal nome do partido para disputar as eleições presidenciais de 2010.

Outra lição é a debilidade eleitoral da chamada ultra-esquerda. O PSTU registrou apenas 77 mil votos num universo de mais de 130 milhões de eleitores! O PCO teve menos de 10 mil votos. Nenhum conseguiu eleger sequer um vereador em nenhum dos cinco mil municípios. Considerando que são partidos já bastante consolidados e conhecidos, é uma lição para toda a ultra e extrema-esquerda, inclusive PSOL, que obteve um número um pouco mais razoável de votos, 795 mil votos, porque todos seus integrantes projetaram seus rostos e nomes em campanhas pagas pelo PT. Tais resultados mostram a necessidade da esquerda brasileira prosseguir caminhando para o centro, mas sempre muito consciente da linha divisória com a direita. Indo ao centro, a esquerda conseguirá captar e integrar melhor o PMDB (movendo-o um pouco para a esquerda) e vencer tranquilamente as eleições em 2010.

O PCdoB, partido que tem exercitado um pragmatismo admirável, sem abrir mão de seus princípios, obteve resultados eleitorais extraordinários: elegeu em todo o país 39 prefeitos e 608 vereadores. O número de prefeitos quadruplicou em relação às eleições de 2004, enquanto o de vereadores cresceu 122,7%. O melhor desempenho foi na Bahia: 18 prefeitos e 149 vereadores comunistas eleitos. Nas capitais, o partido reelegeu no primeiro turno o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, enquanto Flávio Dino enfrenta no dia 26 o tucano João Castelo, em São Luís.

Por Miguel do Rosário

Um Fracasso - Marido de Ana Maria Braga recebeu menos de 5 mil votos

Pelo visto, os eleitores não aprovaram a forma com a qual Ana Maria Braga andou tratando o Presidente Lula quando se aliou ao grupo oposicionista cansei. A resposta das urnas à cansada Ana Maria Braga, anti-Lula e anti-pobre, veio em forma de não ao marido. O marido da apresentadora Ana Maria Braga, o empresário Marcelo Frisoni não conseguiu se eleger vereador em São Paulo. De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral na segunda-feira (6), Marcelo, que concorreu pelo PP (Partido Progressista) de Paulo Maluf , recebeu apenas 4.672 votos válidos.

Um dos três vereadores mais votados da cidade, o cantor Netinho de Paula (PC do B) foi eleito com 84.406 votos. O "cantor" Sérgio Mallandro também não conseguiu se eleger, mas recebeu 22.066 votos.

Por: Helena™

Tabuleiro Político - Partidos que apóiam Serra foram derrotados

A vitória do PT nas eleições municipais no 1º turno é política, não pode ser medida numericamente. Ela confirma nosso êxito eleitoral de 2006, quando pela segunda vez fomos o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, além de reelegermos Lula.

No pleito desse domingo, nas 164 cidades com mais de 100 mil eleitores, elegemos 34 prefeitos. Ganhamos em coligação com outros partidos em mais 33 - em 15 destes, elegemos os vice-prefefeitos. E estamos no 2º turno em 15 desses municípios. Isso dá bem uma idéia da forca do partido nos grandes centros urbanos.

É verdade que o governador tucano José Serra, pela vitória dos candidatos Fernando Gabeira, no Rio, e Gilberto Kassab, em São Paulo, e o PMDB pelo maior numero de votos e prefeituras, saem fortalecidos das eleições.

Mas os partidos que compõem hoje a oposição e o futuro núcleo da candidatura Serra, o PSDB, o DEM, e o PPS, foram derrotados na eleição de domingo. Basta ver os números. Em relação ao que tinham, o PPS perdeu 70 prefeituras, o PSDB 109 e o DEM 176.

As três legendas ganharam um total de 1.479 prefeituras. Mas o PMDB, com 18.4 milhões de votos e 1.194 prefeituras, e o PT com 16,5 milhões de votos e prefeitos de municípios com maior número de habitantes e de eleitores, são os vencedores e confirmam que juntos podem vencer as eleições parlamentares e presidenciais em 2010.

PT ganhou mais prefeituras

O PT salta de 391 prefeituras pra 548, um resultado e tanto! E ainda disputa o 2º turno em 15 municípios, inclusive em Porto Alegre, Salvador e São Paulo. A avaliação de que houve vitória de Kassab no 1º turno em São Paulo - quando na verdade houve empate - e que ela sinaliza para 2010, não resiste a análise das últimas eleições na capital paulista.

O deputado Paulo Maluf foi eleito em 1992 no auge do "Fora Collor". O prefeito Celso Pitta venceu em 1996 quando o real era o principal eleitor e reservou para o candidato Serra um terceiro lugar naquela eleição. Por fim, Serra foi eleito prefeito em 2004, apesar da péssima avaliação do governo FHC e do PSDB, feita pelos eleitores em 2002 quando Lula venceu e se elegeu presidente da República a primeira vez.

Fica claro que a eleição em São Paulo não é nacional. Depende muito mais da cidade, de seu conservadorismo e sentimento antipetista, seu caráter classista. Isso mesmo, basta, recordar como o PTB sempre teve dificuldade de se consolidar aqui nas eras getulista e janguista. Foi o PT que rompeu esse cerco ideológico e de classe e se firmou no Estado - primeiro com apoio da classe média e depois com sua oposição.

Agora tem que disputar a nova classe média sobre a qual falei nesse blog antes do 1º turno - leia meu post "Comparação com prefeitos tucanos dá vitória à Marta", publicado sábado, véspera do 1º turno.

Nela está a chave da vitória. Além da consolidação do voto do povão petista - e os mapas de votação de domingo, mostram a ampla vantagem da candidata petista em toda a periferia paulistana - que se recorda do primeiro governo de Marta Suplicy, das marcas sociais e petistas que ela imprimiu à sua administração.

Por ZD no Tabuleiro Político

PT conquista 13 das maiores cidades e disputa segundo turno em outras 15


Entre os 79 maiores colégios eleitorais do país – capitais e municípios com mais de 200 mil eleitores – o PT foi o partido com melhor desempenho nas eleições de domingo: elegeu 13 prefeitos no primeiro turno e disputa o segundo em outras 15 cidades.

Em segundo lugar no G79 estão, empatados, PSDB e PMDB. Os tucanos e os peemedebistas elegeram 9 prefeitos cada. No segundo turno também estão idênticos, com 11 disputas.

No total apenas por capitais, o PT também é o maior vencedor do primeiro turno, com seis conquistadas no domingo (Fortaleza, Recife, Vitória, Palmas, Porto Velho e Rio Branco). Na segunda posição estão PMDB, PSDB e PSB, empatados com duas cada. O PT ainda está no segundo turno em São Paulo, Porto Alegre e Salvador.

Veja onde o PT ganhou no 1º turno e onde foi para o 2º:

Petistas eleitos no 1º turno
Fortaleza (CE)
Luizianne Lins

Recife (PE)
João da Costa

Vitória (ES)
João Coser

Palmas (TO)
Raul Filho

Porto Velho (RO)
Roberto Sobrinho

Rio Branco (AC)
Raimundo Angelim

Belford Roxo (RJ)
Alcides Rolim

Betim (MG)
Maria do Carmo Lara

Carapicuíba
Sérgio Ribeiro

Cariacica (ES)
Hélder Salomão

Diadema (SP)
Mário Reali

Nova Iguaçu (RJ)
Lindberg Farias

Osasco (SP)
Emídio de Souza

Petistas no segundo turno

São Paulo
Marta Suplicy contra Gilberto Kassab (DE)

Porto Alegre (RS)
Maria do Rosário contra José Fogaça (PMDB)

Salvador (BA)
Walter Pinheiro contra João Henrique (PMDB)

Anápolis (GO)
Antonio Gomide contra Onaide Ssantillo (PMDB)

Canoas (RS)
Jairo Jorge contra Jurandir (PTB)

Contagem (MG)
Marília Campos contra Ademir Lucas (PSDB)

Guarulhos (SP)
Sebastião Almeida contra Carlos Campos (PSDB)

Joinville (SC)
Carlito Merss contra Darci de Matos )DEM)

Juiz de Fora (MG)
Margarida contra Custódio (PSDB)

Mauá (SP)
Oswaldo Dias contra Chiquinho do Zaíra (PSB)

Pelotas (RS)
Fernando Marroni contra Fetter Jr. (PP)

Petrópolis (RJ)
Paulo Mustrangi contra Ronaldo Medeiros (PSB)

Santo André (SP)
Vanderlei Siraque contra Aidan Ravin (PTB)

São Bernardo (SP)
Luiz Marinho contra Orlando Morando (PSDB)

São José do Rio Preto
João Paulo Rillo contra Valdomiro Lopes (PSB)

Do Portal

Brasil elege quase 500 prefeitas no 1º turno


Apenas um dos 26 estados não elegeu nenhuma prefeita.

Ainda faltando a definição da eleição em alguns municípios, quase 500 mulheres foram eleitas prefeitas no primeiro turno. Entre os 5.484 eleitos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza 498 mulheres eleitas para comandar municípios do país.

O número de prefeitas, porém, deve ser maior, já que o total de cidades com prefeitos eleitos subiu para 5.527 e, entre os eleitos, estão, pelo menos, 505 mulheres. Além disso, há mulheres garantidas no segundo turno, que acontece em 26 de outubro.

Segundo o TSE, as mulheres representaram mais de 9% dos prefeitos eleitos no primeiro turno, superando as duas últimas eleições. Em 2004, o percentual de prefeitas foi de 7,32%, contra 5,32% registrado no pleito de 2000.

"As mulheres avançaram na direção da titularidade das chefias executivas", disse o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, ontem, ao analisar os resultados do primeiro turno das eleições municipais.

Mais prefeituras

São Paulo, que conta com 645 municípios, registrou o maior número de prefeitas eleitas - 52, seguido por Minas Gerais, que elegeu 50 mulheres para comandar prefeituras do estado. Na seqüência, vem a Bahia, com 46 prefeitas eleitas.

Apenas um dos 26 estados não elegeu nenhuma prefeita. Em Roraima, os 15 eleitos são homens. No Acre, as mulheres vão comandar dois dos 22 municípios do estado, enquanto o Amapá registrou três vitórias femininas entre as 16 cidades.

Lula só deve ajudar candidatos da base

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu ontem com assessores e alguns ministros e fez a primeira avaliação dos resultados das eleições municipais. Durante o encontro, o presidente manifestou novamente o desejo de participar de campanhas eleitorais de candidatos da base aliada, desde que o adversário pertença a um partido de oposição.

Na avaliação desse grupo de ministros do presidente, há locais em que a eleição deve ter efeitos na base aliada e a disputa é considerada delicada para o governo, como é o caso de Salvador. Na capital baiana, João Henrique Carneiro (PMDB) tenta a reeleição contra Walter Pinheiro (PT). A avaliação é que lá os aliados vão se enfrentar duramente.

Durante a análise dos resultados, os ministros comentaram com o presidente os resultados que as pesquisas não conseguiram detectar, como a vitória do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sobre Marta Suplicy (PT) no primeiro turno da eleição em São Paulo. Ou ainda, o segundo turno entre Leonardo Quintão (PMDB) e Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte (MG). E até a chegada de Fernando Gabeira (PV) para disputa no segundo turno com Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro.

Nas palavras de um ministro que participou da reunião, "as pesquisas ainda não conseguem captar essa onda de votos que mudam na última hora, nos últimos dias da campanha", disse.

Segundo Turno

O presidente disse aos ministros e assessores presentes que pretende viajar e participar das campanhas eleitorais no segundo turno. Contudo, deve manter a mesma regra do primeiro pleito, quando só participou onde o candidato da base aliada disputa a prefeitura contra candidatos que não são aliados.

Numa primeira análise feita na reunião, Lula poderia ir a São Paulo (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Luís (MA), Cuiabá (MT), Joinville (SC) e Guarulhos (SP). Porém, não há garantias de que ele irá mesmo nesses lugares.

Um ministro que participou do encontro comentou ainda sobre a dificuldade de manter a base aliada unida no Congresso depois das eleições municipais. Na avaliação desse membro do governo, haverá muitos aliados contrariados quando a eleição terminar.

Participaram da reunião os ministros da Comunicação Social, Franklin Martins, da Casa Civil, Dilma Rousseff, das Relações Institucionais, José Múcio, o chefe de gabinete da presidência da República, Gilberto Carvalho.

Do Tribuna do Brasil

Mapa da eleição nas grandes cidades favorece Lula


“O PMDB foi o partido que recebeu mais votos para prefeito neste domingo: 17,9 milhões em todo o país, seguido pelo PT, com 16,1 milhões, e o PSDB, 14,2 milhões. Já nas 26 capitais e no estratégico G-79 (grupo que inclui estas e mais 53 cidades com mais de 200 mil eleitores) o partido do presidente Lula figura em primeiro: chegou a 15 Prefeituras deste grupo e passou para o segundo turno em outras 15. A oposição (PSDB-DEM) elegeu 13 e vai ao segundo turno em 13.

Veja o mapa e a tabela. O mapa indica as 26 capitais estaduais, na proporção de seu eleitorado. Das 15 que decidiram a eleição no primeiro turno, 12 são do campo do governo Lula (seis delas do PT) e apenas três da oposição – Curitiba, Teresina e Natal (onde foi eleita a candidata do PV, mas em coligação com o DEM e com postura oposicionista).

A tabela mostra as posições conquistadas e as perspectivas dos partidos nas prefeituras do G-79. O partido de Lula conta atualmente com 17 cidades no grupo. Agora, a sigla já elegeu 13 prefeitos nesse universo. Está no segundo turno em outras 15 localidades no segundo turno. Pode, portanto, chegar a 28 cidades governadas. Em 11 segundos turnos disputados pelo PT o candidato da legenda obteve a classificação na posição de primeiro colocado.”

Do Vermelho.org

Eleições na Bahia fortaleceram PCdoB


O balanço dos vereadores eleitos não está completo, mas o PCdoB na Bahia elegeu pelo menos 18 prefeitos e ainda 18 vice-prefeitos. Na região Sul da Bahia elegeu os prefeitos de Gandu, Itacaré e Prado. Ganhou em Juazeiro, o quarto município baiano; em São Sebastião do Passé, na região metropolitana de Salvador, Tânia Portugal foi vitoriosa (71% dos votos) em todas as urnas, sem exceção. Também ganhou em Ibicoara, Correntina, Ubatã, Serra do Ramalho.

Em Gandu, no Baixo Sul, a candidata Dra Irismá derrotou um grupo político que há 42 anos se mantinha no poder. Na região Norte ganhou em Campo Alegre de Lourdes e Brejões (aqui com 90% dos votos). O PCdoB perdeu entretanto, em dois municípios. Em Alagoinhas o PCdoB e o PT lançaram candidatos próprios e acabaram perdendo para Paulo César, carlista filiado ao PSDB. Também perdeu em Guanambi.

Em Salvador, o partido reelegeu duas importantes vereadoras: Olívia Santana e Aladilce. Agora enfrenta o segundo turno ao lado de Walter Pinheiro (PT) e pode desempenhar um papel fundamental.

O PCdoB está mudando a Bahia.

Por Oldack Miranda

06/10/08

Urnas eletrônicas deram "show de civilização", diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou hoje (6) a Justiça Eleitoral brasileira - em especial o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - e afirmou que "mais uma vez" o país demonstrou competência e organização. Apesar de 1.898 urnas eletrônicas substituídas em todo o país (5,01% do total), Lula afirmou que o equipamento deu "um show de civilização" durante o processo eleitoral.

"Acho extremamente importante uma eleição que envolveu mais de 5 mil municípios e mais de 130 milhões de eleitores transcorrer com a normalidade e com a tranqüilidade que transcorreu. Eu me sinto feliz porque, a cada eleição, a gente vai percebendo que o povo vai conquistando autonomia. O povo está fazendo o julgamento por aquilo que entende que é correto".

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula destacou a quantidade de prefeitos reeleitos e disse que "se as pessoas estão fazendo uma boa administração" há reconhecimento da população, que mantém os candidatos governando. Ele ressaltou o número de partidos que participam das eleições municipais este ano - um total de 27 registrados no TSE - e disse que o país conta com partidos e candidatos "para todos os gostos", o que contribui para o amadurecendo das instituições e o fortalecimento da democracia.

"Penso que é mais uma lição de democracia que o Brasil dá ao mundo com essas eleições de 2008. O cidadão tem que participar da eleição da sua cidade porque é o prefeito que vai cuidar da sua rua, de seu bairro, da escola municipal. Se ele não participa, depois não tem nem condições de cobrar. O mesmo vale nas eleições para deputados federais, estaduais, senador, governador e presidente".

Da Agência Brasil